Município do Lubango recebe mais de 8 mil milhões de Kwanzas do PIIM

Este valor destina-se à execução de vários projectos de impacto social no município
sede da província da Huíla, com 876 mil e 339 mil habitantes

Por:João Katombela, na Huíla

A cidade do Lubango, capital da província da Huíla, recebeu do Executivo 8 mil milhões, 838 milhões e 608 mil kwanzas (cerca de USD 21 milhões, 880 mil e 705), no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM). O administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, disse que este valor, proveniente do Fundo Soberano de Angola, (FSDEA), sob iniciativa do Presidente da República, vai priorizar a realização de 15 projectos de índole social. O dinheiro será aplicado na construção de duas escolas, sendo uma de sete salas e outra de 12, um novo mercado de peixe, 150 casas evolutivas na localidade da Eywa, ampliação de alguns postos de saúde, de forma a elevá-los à categoria de centros de saúde, e a reabilitação de algumas estradas secundárias e terciárias.

Arranque das obras

Armando Vieira informou que as obras arrancam, em simultâneo, dentro de 45 dias, e garantiu que vão melhorar a qualidade de vida dos munícipes da “Cidade do Cristo-Rei”, como também é conhecido o Lubango. Os cadernos de encargos começaram a ser vendidos no dia 5 deste mês às empresas que queiram participar na execução destas obras.

Mais fiscalização

Algumas vozes da sociedade da província da Huíla exigem uma maior fiscalização da execução de todos os projectos no âmbito deste programa. O presidente da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), uma das congregações religiosas mais influentes no Sul de Angola, defende a execução prática destes projectos, em vez de se publicitar o que se pretende fazer. “Nós não queremos ouvir muito dos números, queremos é saber o que é que estes números vão representar para nós, enquanto cidadãos”, disse Diniz Eurico. Durante a execução das anunciadas obras, o líder religioso sugere que as autoridades competentes informem publicamente e com regularidade o que for feito, para melhor acompanhamento da execução destes projectos. Havendo uma comunicação fluída, os munícipes estarão mais atentos para acompanhar todos os pormenores inerentes à execução de todos os projectos do município, justificou Dinis Eurico.

Plano real

A UNITA, na voz do seu líder na Huíla, Augusto Samuel, defende também que se trace um plano real que vá ao encontro das prementes preocupações das populações desta circunscrição. O responsável sugere que o dinheiro seja, prioritariamente, alocado para os sectores da Saúde e da Educação, os quais apontou como sendo os mais penalizados na distribuição do Orçamento Geral do Estado (OGE). À semelhança de Dinis Eurico, Augusto Samuel defende também mais transparência e um sistema de comunicação sobre todos os momentos da execução dos projectos. “É preciso colocar estes programas à luz do dia. Além dos conselhos de auscultação, é necessário partilhar a informação com outros sectores, não faria mal envolver os partidos políticos”, defende. Para melhor aplicação destas verbas e para acautelar eventuais falhas na sua implementação, como diz ter acontecido num passado recente, o político da UNITA defende maior fiscalização. “Se forem geridos à moda da velha senhora, será como sempre, rios de dinheiro e pobreza galopante e sub-desenvolvimento acentuado”, alertou, dizendo que o seu partido prima pela boa definição de prioridades.

error: Content is protected !!