Os mesmos hábitos

Por:Sebastião Félix

O desporto angolano, no que concerne à gestão e transparência, enfrenta uma crise sem precedentes. A ausência de competências teóricas e práticas demonstra a montanha de problemas que afectam algumas federações. Com esta forma de agir, as coisas não mudarão assim tão cedo, porque as lacunas existentes nestes órgãos de utilidade pública fazem aí morada há muito tempo. Até ao momento, não se compreende as razões que levam o presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF), Artur Almeida, a não explicar publicamente o fracasso da Selecção Nacional no CAN 2019 que o Egipto acolheu. Por conta disso, o cumprimento correcto de funções relacionadas com o desporto, no plano moral e ético, coloca o dirigente num pedestal justo. Mas isso, até agora não aconteceu no pelouro de Artur Almeida e, diga-se, já vai tarde. O presidente da FAF é um servidor público, logo, não pode encher-se de nervos quando os cidadãos cobram o resultado do seu trabalho.

Penso que o silêncio da FAF quer estender-se à Federação Angolana de Basquetebol (FAB). Esta, com a Selecção Nacional sénior masculina, teve a pior prestação de todos os tempos no Mundial da China. Volvidos alguns dias, após o fracaso, o presidente de direcção, Hélder Cruz, ainda não convocou a imprensa. Aliás, a gestão de Hélder Cruz tem muitas nódoas, ainda que se use lixívia, elas vão resistir no papel branco da imprensa e não só. Basta assinalar que num passado recente, este mesmo dirigente anunciou publicamente que deixaria o cargo, mas na data prevista não o fez. São sempre os mesmos hábitos!

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