Primeira edição do Prémio Imprensa Nacional de Literatura termina sem vencedores

Ao concurso foram submetidas mais de 30 propostas, mas nenhuma obedeceu aos critérios exigidos pelo regulamento, segundo o júri desta edição

Augusto Nunes

Foram apresentados esta Sexta-feira, na Biblioteca da Imprensa Nacional em Luanda, os resultados da I edição do Prémio Imprensa Nacional de Literatura. Curiosamente, nesta edição nenhuma,  dentre as mais de 30 propostas submetidas ao concurso, apresentou a qualidade exigida.

À luz do previsto no Regulamento do referido prémio, o júri, constituído por Manuel Muanza (Presidente), David Capelenguela e Joaquim Martinho, avaliou os textos propostos pelos candidatos e, deduzindo o juízo valorativo, concluiu que os textos em verso e em prosa revelaram falta de apuro estético e estrutural (facto que colide com a alínea “C” do artigo 7º. do Regulamento.

Concluiu igualmente que as propostas distanciaram-se da construção simbólica e da representação social e especial que as possam situar no conjunto de contribuições imateriais à Cultura Nacional (como reza a alínea “a” do artigo 7º. do referido Regulamento).

Referiu ainda que os textos acusaram indícios de uma elaboração circunstancial, imediatista, eivados de rebuscamento de esquemas rimáticos pouco criativos, isentos de investimentos que uma oficina textual exige do produzir de belas artes.

Em função do exposto, os membros os membros do júri decidiram, por unanimidade, à luz dos números 2 e 3 do artigo 5º. Do Regulamento, não nomear nenhuma proposta para o prémio e, também, nenhuma proposta para a Menção Honrosa.

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