Brasil aposta na expansão da indústria cultural em Angola

O país completou 197 anos de independência no passado dia 7 do corrente mês, mas a comemoração desta efeméride em Angola, ocorreu nesta quinta-feira, 12, no centro cultural Brasil-Angola

Por:Adjelson Coimbra

O embaixador do Brasil, Paulino De Carvalho Neto, manifestou a intensão de expandir, cada vez mais, a indústria cultural do seu país em Angola e pelo mundo. O diplomata, que falava esta Quinta-feira, 12, na cerimónia comemorativa do 197º aniversário da independência do Brasil, realçou também a perspectiva do aumento da cooperação cultural entre os dois países, através do Instituto Guimarães Rosa, cuja construção foi anunciada em Maio último. Para Paulino de Carvalho Neto, a iniciativa permitirá uma presença revigorada e mais estruturada do Brasil nessa área.

“Inicialmente, o instituto contará com uma unidade em Nova Iorque, Londres, Tel Aviv, Lima e em Luanda, sediada neste centro”, disse o diplomata. O diplomata salientou que a embaixada brasileira, contando com recursos do sector privado, pretende, no Instituto Guimarães, realizar eventos para promover manifestações culturais, intensificar o ensino da língua portuguesa, além de leccionar outros cursos de línguas, artes plásticas, literatura brasileira e preparar alunos que queiram estudar no Brasil. ”Aproveito para abrir um rápido parêntesis para transmitir uma informação recente que nos alegrou muito: nos últimos quatro anos, o CCBA recebeu mais de 1000 visitantes”, explicou.

“Kuduro transformado numa verdadeira moda no Brasil

Por sua vez, Sérgio Toledo, chefe do Sector Cultural da referida embaixada, revelou que o estilo de música e dança Kuduro tornou-se uma “febre” no Brasil, tendo uma ligação quase que espiritual com o funk carioca.

Toledo disse ainda, que a relação cultural entre os dois países é das melhores possíveis, por partilharem a mesma língua oficial: o português, tendo acrescentado que esta relação é “muito bonita”, e doravante estará ainda mais fortalecida. O chefe do Sector Cultural afirmou igualmente que o Brasil tem um papel de destaque em Angola, o que os orgulha.

“Nós, os brasileiros, identificamo- nos profundamente com o continente africano e orgulhamo- nos disso. Entre nós e a África está presente na língua, na cultura, na comida, na religião, na dança, no ADN. África tem lugar sólido no edifício da nacionalidade brasileira. Isso deve-se, em grande medida, à contribuição de Angola e dos angolanos ao longo da nossa história”, referiu De acordo com Toledo, não deve surpreender, o facto de o Brasil ter sido primeiro país a reconhecer a independência de Angola, no dia 11 de Novembro de 1975.

Não obstante esses factores, nos dias de hoje, o grande desafio que se coloca a ambos os países é o de conferir novo significado às relações bilaterais, promovendo a sua renovação e progresso nas mais variadas frentes. “ A nossa tarefa será facilitada, sem dúvidas, pelos profundos laços históricos, culturais e linguísticos que nos unem e pelos valores que comungamos”, reforçou

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