MPLA defende desenvolvimento sustentável baseado no espírito de Neto

 

A Independência Nacional, a inauguração de um país e de uma Nação,
simboliza a materialização de uma identidade e de uma nacionalidade
baseadas nos ideais mais nobres do Fundador da Nação

Por:Norberto Sateco

A vice-presidente do MPLA reconheceu que o desenvolvimento do país de forma sustentável registou retrocessos pelo facto de não ter sido aplicada a visão de Neto, segundo a qual a agricultura era a base e a indústria o factor decisivo. Luísa Damião, falando ontem, na Universidade Agostinho Neto (UAN), para abordar o “percurso político de Agostinho Neto e seu legado para o actual contexto sociopolítico angolano”, acrescentou que o espírito do fundador da nação continua a ser válido para realidade económica, sobretudo pelas enormes potencialidades de Angola.

Aquela dirigente reconheceu que durante anos a economia angolana se viu refém do petróleo e que “hoje sentimos os efeitos da não materialização do pensamento e da visão estratégica do líder fundador”. Por esta razão, como forma de garantia para um desenvolvimento sustentável, aconselhou que se siga o espírito e letra de Neto, em que a formação de quadros técnicos e superiores, aptos para a actividade agrícola e industrial, tem de ser levada em conta.

“Numa construção social, a história importa, porque aprendemos com o passado e porque o presente e o futuro estão ligados ao passado através da continuidade das instituições, dos homens e dos processos”, referiu Damião. Para ela, a dimensão de Neto continua presente e vai continuar a inspirar o MPLA, para que continue profundamente enraizado no seio do povo angolano, no sentido de melhor interpretar e satisfazer as suas mais profundas aspirações.

Obra de Neto e objecto de estudo

A vice-presidente deixou para reflexão das autoridades académicas da UAN e outras instituições de ensino a necessidade de se promover a elaboração de projectos de estudo no âmbito do centenário de Agostinho Neto. Disse existir um exemplo a seguir, o implementado pela Universidade Metodista de Angola que tem um curso sobre “estudos netianos”, “Porque não a Faculdade de Letras da UAN criar um departamento ou estudos sobre a obra de Neto, à semelhança de algumas academias do mundo?” sugeriu Luísa Damião. Argumentou com aquilo que existe nos estudos camoneanos, em Portugal, e que seria, segundo a dirigente, pertinente que as obras de Agostinho Neto fossem, igualmente, objecto de estudos. A oração de sapiência proferida pela vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, no Campus da UAN, no quadro das comemorações do Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional, teve a presença de várias individuailidades políticas, acadêmicas e da sociedade civil. O acto serviu igualmente para abrir as actividades agendadas para saudar a data, tendo na ultima Sexta-feira, 13, sido depositada um coroa de flores no sarcófago de Agostinho Neto.

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