Nova visão política brasileira prevê auxiliar Angola a crescer

Esta visão política externa do Brasil vai abarcar os sectores da Economia, do Interior, Defesa, bem como o das Infra-estruturas

Por:Adjelson Coimbra

O embaixador do Brasil em Angola, Paulino de Carvalho, revelou que a nova visão política externa do seu país pretende contribuir para o desenvolvimento de Angola nos seus diversos sectores, nesta Quinta- feira, 12, no Centro Cultural Brasil-Angola.

Este facto deve-se ao espírito de liberdade e respeito mútuo que ambos os países têm. Assim, o Brasil, que dá garantias de continuar a labutar pelo seu desenvolvimento e o de Angola, atribui importância estratégica à dimensão económica e comercial do seu relacionamento, que se estende aos restantes países africanos.

Para o embaixador, que falava à margem dos 197 anos de Independência do Brasil, os países africanos também constituem mercados consumidores em clara expansão. Para ele, as trocas económico- comerciais entre o Brasil e África devem estar à altura das relações históricas, dimensões territoriais e demográficas, da abundância dos recursos naturais e minerais e da criatividade dos povos.

O Governo brasileiro dispõese a trabalhar com a iniciativa privada com o propósito de incrementar o fluxo de investimentos em direcção a Angola. “Daremos continuidade aos esforços para melhorar as condições para as empresas brasileiras e angolanas investirem e prosperarem lá e cá. Temos reforçado o diálogo com as autoridades angolanas sobre formas e opções para aumentar e diversificar o nosso comércio, bem como para ampliar os investimentos de parte a parte, sempre com a participação crucial do sector privado”, afirmou.

Diversificação da Economia

Este país sul-americano, de igual modo, pretende contribuir nos actuais esforços do Executivo angolano em busca da diversificação da economia e do incremento da produção local de bens e serviços, com vista a gerar empregos e renda aos angolanos. Quanto à construção de obras de infra-estruturas e a produção de alimentos, Paulino de Carvalho defende que deverão ser cada vez mais necessárias, à luz do crescimento demográfico e da rápida urbanização do país. O Brasil demonstra experiência e capacidade técnica para partilhar, tanto no que diz respeito à construção de grandes obras de infra-estrutura, quanto a de empreendimentos urbanos.

“Estamos preparados para dar a nossa contribuição na modernização da agricultura e da pecuária em Angola. Dispomos de know-how, maquinaria e de programas de capacitação nesse domínio fundamenta para as nossas economias”, avançou. Outrossim, no que concerne ao agro-negócio, ressaltou que inexistem razões para não se aproveitar essas vantagens que diferenciam o relacionamento bilateral entre os dois países.

Paulino apela ao fortalecimento do intercâmbio de conhecimentos e de tecnologias que proporcionem ganhos de lado a lado, em termos de desenvolvimento, prosperidade e de conquista de mercados.

Cooperação no sector da Segurança

Os procuradores-gerais, magistrados e autoridades policiais dos nossos países têm mantido encontros frequentes, estreitado a colaboração entre si e para o combate à corrupção e à lavagem de dinheiro, favorecendo a troca de informações e a partilha de experiências”, fez saber.

O Brasil quer incentivar o aperfeiçoamento cada vez maior dos mecanismos de transparência, defesa do património público e de combate à corrupção. “Estamos dispostos a aprofundar a cooperação com Angola nessas áreas tão importantes para o bem-estar das nossas sociedades para o desenvolvimento”, aditou. Salientou que a grande maioria do povo brasileiro e do povo angolano não aceita a má gestão, desvio de conduta e roubo de dinheiro público por parte de políticos e servidores do Estado.

Tão pouco admite práticas empresariais desonestas que se aproveitam de conspirações com agentes públicos e políticos para prosperar às custas dos impostos que se pagam. “Os criminosos devem ser processados, julgados e punidos com o rigor da lei, resguardados, evidentemente, o devido processo legal e defesa ampla que todos os cidadãos têm direito. Existem, tanto em Angola quanto no Brasil, instituições e leis para isso”, finalizou o diplomata.

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