onze mil efectivos asseguram feriado prolongado em Luanda

A “operação 17 de Setembro”, implementada em função do feriado prolongado, movimenta um total de onze mil efectivos da Polícia Nacional em Luanda. De acordo com o comissário Orlando Bernardo, em conferência de imprensa realizada ontem, em Luanda, a corporação está preocupada com a violência com que têm sido praticados crimes, com recurso a armas de fogo, o que tem deixado a população insegura.

Haverá um reforço no Comando Provincial de Luanda, com efectivos, para o combate serrado àqueles indivíduos que tiram o sossego da população e a Polícia está a fazer um trabalho árduo no sentido de tirar dos indivíduos todas as armas de fogo.

“Quando há violência nos crimes, os cidadãos passam a ter um sentimento de insegurança, não porque viram, mas porque ouviram”, considerou. A operação 17 de Setembro não vai ficar apenas focada na sinistralidade rodoviária, como muitos pensam, mas também no combate à criminalidade.

Por isso, o responsável apela à sociedade colaboração com a Polícia, no sentido de denunciar toda e qualquer prática que atente contra a segurança pública, para que os órgãos competentes possam naturalmente fazer o seu trabalho. Na mesma conferência participou o director nacional dos Recursos Humanos da Polícia Nacional, comissário José Moniz, que falou dos efectivos desmobilizados das FAA, tendo garantido que estes só serão admitidos na Polícia se estiverem devidamente habilitados.

“Para serem admitidos, os desmobilizados devem ser cidadãos nacionais, ter entre 18 a 35 anos de idade, ter no mínimo 1, 65m de altura para os do sexo masculino e 1, 60 para os do sexo feminino. Devem ainda possuir como habilitações literárias mínimas a 9ª classe do ensino geral, possuir boa sanidade física e mental comprovada pela inspecção médica e não ter antecedentes criminais”, disse. Os efectivos desmobilizados das Forças Armadas Angolanas (FAA), segundo o director, devem estar habilitados à luz do artigo 7° do decreto 117/08 de 22 de Outubro que aprova o Regulamento de Carreiras Profissionais da corporação.

“O processo de ingresso é o mesmo que um cidadão comum deve seguir para o ingresso na corporação. A pequena diferença é que ele tem o privilégio de ter já a situação militar regularizada. O facto de estar desmobilizado não significa que está apto para ser admitido na PN. O processo não é linear, o candidato deve estar habilitado para tal”, frisou. Neste momento decorre o processo de admissão de mais de 600 efectivos desmobilizados, após 2.588 já terem sido admitidos, tendo garantido que os 419 que restam estão a tramitar para que possam ser admitidos até ao mês de Outubro do presente ano.

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