Mais de 200 profissionais reforçam a Saúde em Malanje

 

O director do Gabinete Provincial da Saúde de Malanje (GPSM), Avantino Sebastião, estima que para a cobertura sanitária de toda a sua área de jurisdição necessita de mais de 2 mil médicos de clínica-geral, mais de mil e 500 enfermeiros e também pessoal de apoio hospitalar

Por:Miguel José, em Malanje

Duzentos e 87 profissionais da saúde admitidos no concurso público de 2018 passaram a reforçar este sector na província de Malanje desde Quinta-feira, no momento em que receberam as guias de colocação que lhes habilitam a preencher as vagas nos municípios para os quais concorreram.

Segundo Avantino Sebastião, dos 287 funcionários acreditados, 114 são funcionários que beneficiaram de actualização de categoria por elevarem os seus graus de formação académica; ao passo que os outros 173, entre médicos, enfermeiros e técnicos de diagnósticos, ingressam pela primeira vez na esfera da função pública. No entanto, declarou que o número de ingressos está ainda aquém dos 50 por cento das necessidades locais para a cobertura sanitária, porquanto, a grande força de trabalho continua a ser sustentada à base de contrato.

O responsável referiu que a província perdeu quase 100 vagas da quota planificada, por causa das transições automáticas, reprovações e desistências. “Paulatinamente, o MINSA [Ministério da Saúde] está fazer esforços no sentido de continuar a haver, anualmente, concursos públicos para ir colmatando a carência gritante de recursos humanos no Sector”, exaltou. Porém, as unidades sanitárias continuam a trabalhar com um número bastante reduzido de técnicos, obrigados exercer múltiplas actividades para suprir as necessidades hospitalares.

Condições de trabalho

Avantino Sebastião evocou as autoridades das administrações locais a proporcionarem condições hospitalares administrativas, técnicas e sanitárias para garantir a qualidade de atendimento médico aos utentes, bem como facilitar as condições de habitabilidade, transporte e outras para conferir maior dignidade aos funcionários do Sector. Acredita que deste modo poder-se-á atrailos a permanecerem nos seus postos de trabalho, evitando a fuga de quadros.

Em seu entender, se forem criadas tais condições, as inquietações e descontentamentos do passado deixarão de perdurar e os médicos e enfermeiros passarão a prestar melhores serviços às populações. “Os funcionários precisam de ter conforto (…) para cumprirem o seu trabalho com zelo e dedicação”, sublinhou.

Ética e humanização

Com base no diagnóstico efectuado nos 164 municípios do país, segundo o director do GPSM, há constantes reclamações dos utentes e dos próprios funcionários da Saúde sobre a qualidade dos serviços de atendimento e um quadro bastante desolador, no que diz respeito ao capítulo da ética e humanização.

Contudo, alertou os funcionários a se pautarem por um atendimento humanizado aos utentes, porquanto, os documentos legais para regularizar o cumprimento das normas, a serem aprovados a breve trecho, preveem responsabilizar os funcionários que prevaricarem. A província de Malanje conta actualmente com apenas 85 médicos nacionais e 75 estrangeiros de diversas nacionalidades, cuja maioria presta serviços em unidades sanitárias do município sede.

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