Venda de fábricas por USD 16 milhões, destaque da semana

A venda pelo Estado a privados de cincos unidades fabris na Zona Económica Especial (ZEE), processo que permitiu a arrecadação de USD 16 milhões, constitui destaque da semana que ontem terminou

A projecção inicial do Estado era arrecadar USD 80 milhões, com a venda destas unidades industriais em que investiu, há 10 anos, USD 30 milhões, mas o mercado acabou por ditar o valor final de venda. As unidades foram vendidas no quadro do programa de privatização de activos do Estado em curso em todo o país, um processo que está a ser conduzido pelo Instituto de Gestão de Activos e Participação do Estado (IGAPE).

A semana ficou igualmente marcada pela reabertura da sede regional do Banco Nacional de Angola (BNA), na cidade do Luena, facto que permitirá melhorar a prestação de serviços junto dos bancos comerciais das províncias do Moxico, Lunda Sul e Lunda Norte. Na ocasião, o vice-governador do BNA, Manuel Tiago Dias, prometeu retirar de circulação as notas de menor valor facial danificadas e repor outras novas, bem como realizar leilões para facilitar o acesso às divisas pelos bancos comerciais, respeitando as regras da instituição.

A realização, na cidade do Dubai, do 2º “roadshow” do sector mineiro angolano (apresentação técnica) das concessões mineiras angolanas, objectos de concurso público para a outorga de direitos mineiros (duas concessões diamantíferas, duas concessões de fosfatos e uma de ferro), também foi destaque da semana. A iniciativa resulta da intenção de colocar em concurso cinco concessões mineiras, sendo duas de diamantes na Lunda Norte (Camafuca-Camazambo), e Lunda Sul (Tchitengo), uma de ferro (Kassala Kitungo), no Cuanza Norte e duas de fosfatos em Cabinda (Cácata) e Zaire (Lucunga).

Estudos feitos entre os anos 60 e 70, na região de Kassala Kitungo, indicavam a existência de reservas de ferro estimadas em 600 milhões de toneladas. Ainda no Dubai, o ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, apelou aos investidores a colocar Angola na lista de prioridade de investimento no sector da mineração em África. No sector de Energia e Águas, destaque para o anúncio segundo o qual o país terá uma capacidade instalada de 600 megawatts de energia solar até 2022.

Segundo o ministro, essa capacidade será atingida com a instalação de 30 mil sistemas individuais de produção de energia fotovoltaica, uma meta alcançável com a participação do sector privado. Em suma uma semana com “boas novas” para um sector para onde estão viradas todas as atenções por depender dele qualquer mudança positiva que venha a reflectir- se na vida dos cidadãos.

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