Cabecinha começa a ser valorizada, garantem fazedores

Este apreço foi feito no âmbito das jornadas comemorativas do 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, numa homenagem ao mestre Kamosso pelo programa “Menha Ndungu”, da Rádio Mais

Por:Adjelson Coimbra

Os fazedores do estilo Cabecinha mostraram-se felizes com a notoriedade que esta dança e música folclórica está a ganhar no país, na edição especial do programa Menha Ndungu, nas terras de Agostinho Neto, neste Sábado, 14. O programa foi animado pelos músicos Pedro Cabenha, Peck dos Santos, Solitário Soli e mais interlocutores como foi o caso do administrador de Icolo e Bengo. Quem também, em primeira instância, tinha confirmado a sua presença no programa foi Baló Januário, porém esteve ausente, devido ao Festisumbe, evento de larga dimensão cultural que durante estes dias está a dinamizar o turismo na província do Cuanza-sul.

A produção do programa aproveitou a ocasião para desculpar-se diante da audiência. Adiante, a valorização dos instrumentistas angolanos, recolha e divulgação da música popular urbana foi o mote do debate, ocorrido no Centro Cultural Agostinho Neto, no programa com duas horas de duração, isto é, das 8 às 10 da manhã. Ainda abordou-se sobre os percussionistas e guitarristas na formação e valorização da música nacional, bem como sobre o déficit de músicas instrumentais no mercado nacional e a aposta forte na formação de novos executantes da música folclórica, com destaque para a marimba, hungo e kissanje.

Dificuldade dos executantes da Cabecinha

Para Pedro Cabenha, uma das maiores dificuldades que a Cabecinha em si encontra tem a ver com a falta de apoios e a outra tem a ver com os convites para shows aos músicos. “Agora a Cabecinha está a ser muito valorizada, através de certos músicos que estão a contribuir para a sua evolução, no caso de Baló Januário, Peck dos Santos, vem também o Solitário atrás e eu com alguns impulsos”, referiu.

Quanto à falta de apoios, Peck dos Santos trouxe-se como exemplo e disse que apesar de ser um músico conceituado, não tem sequer um disco no mercado, por falta de apoios e patrocínios. Entretanto, Peck dos Santos, considerado um bom cantor, por Pedro Cabenha, comunga com a ideia de que a Cabecinha deu passos significativos actualmente, com alegria diz que ela já é tocada em casamentos, festas de aniversário, quando outrora era entendida como a música que toca em velórios.

Hoje, diz, já se pensa até na internacionalização desse estilo. Cabecinha VS Kabetula Há estilos de músicas que quando ouvidos, segundo Pedro Cabenha, tem-se a percepção de que seja a Cabecinha, mas não. Acrescenta que a Cabecinha assemelha-se a Kabetula, apesar de ter a sua essência e forma de tocar. “Esta Cabetula, predominante principalmente no município da Quiçama, quando a ouvimos tocar dá-se conta que é uma coisa quase igual a Cabecinha”, reforçou.

Na verdade, a Kabetula é uma dança carnavalesca da região do Bengo, exibida em saracoteios bastante rápidos, seguidos de alguns saltos acrobáticos, os bailarinos apresentam-se vestidos de camisolas, normalmente brancas, ou de tronco nu de duas Pondas (saia feita de lenços de cabeça em estilo rectangular fixada por uma Ponda (cinta vermelha ou preta)), amarrando um lenço na cabeça e outro no pulso, utilizando também um apito para a marcação da cadência rítmica do “comandante”.

Quanto à falta de apoios, Peck dos Santos trouxe-se como exemplo e disse que apesar de ser um músico conceituado, não tem sequer um disco no mercado, por falta de apoios e patrocínios. Entretanto, Peck dos Santos, considerado um bom cantor, por Pedro Cabenha, comunga com a ideia de que a Cabecinha deu passos significativos actualmente, com alegria diz que ela já é tocada em casamentos, festas de aniversário, quando outrora era entendida como a música que toca em velórios. Hoje, diz, já se pensa até na internacionalização desse estilo.

Cabecinha VS Kabetula

Há estilos de músicas que quando ouvidos, segundo Pedro Cabenha, tem-se a percepção de que seja a Cabecinha, mas não. Acrescenta que a Cabecinha assemelha-se a Kabetula, apesar de ter a sua essência e forma de tocar. “Esta Cabetula, predominante principalmente no município da Quiçama, quando a ouvimos tocar dá-se conta que é uma coisa quase igual a Cabecinha”, reforçou.

Na verdade, a Kabetula é uma dança carnavalesca da região do Bengo, exibida em saracoteios bastante rápidos, seguidos de alguns saltos acrobáticos, os bailarinos apresentam-se vestidos de camisolas, normalmente brancas, ou de tronco nu de duas Pondas (saia feita de lenços de cabeça em estilo rectangular fixada por uma Ponda (cinta vermelha ou preta)), amarrando um lenço na cabeça e outro no pulso, utilizando também um apito para a marcação da cadência rítmica do “comandante”.

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