Empresa queniana de chá convidada a investir no país

O embaixador angolano no Quénia, Sianga Abílio, convidou a direcção da empresa queniana que se dedica a produção de chá denominada “Ngorongo” a instalar uma fábrica em Angola

 

O diplomata angolano fez o convite por altura da visita ao campo de plantação e fábrica de chá da referida empresa. Na ocasião, o diplomata afirmou que Angola tem condições climatéricas para a produção do chá e uma eventual instalação de uma fábrica com o know-how representaria uma grande oportunidade para a criação de postos de emprego e se enquadra no processo em curso de diversificação da economia. Sianga Abílio reiterou a importância que o Governo angolano atribui à promoção da produção local.

A propósito, os responsáveis da fábrica de chá Ngorongo manifestaram o interesse em investir no país, num processo que passaria por três etapas, nomeadamente exportação do seu produto para o mercado angolano para prospecção de mercado, instalação de uma fábrica de chá e exportação para Angola da respectiva matéria-prima e abertura de campos de plantação de chá. A fábrica de chá Ngorongo, que participou no Fórum de Negócios Angola-Quénia realizado em Julho de 2019, em Luanda, é uma empresa familiar fundada em 1965. Tem capacidade para produzir, no máximo, 25 toneladas de chá/dia, com a produção anual a rondar quatro mil a cinco mil toneladas.

A empresa tem uma área de plantação de 1.200 hectares, emprega, no geral, quatro mil funcionários. É especializada na produção de chá CTC preto com a marca “Kenfresh tea” e 80% da sua produção é destinada à exportação. A indústria do chá no Quénia representa 4% do PIB e é o maior sector de arrecadação de divisas.

As exportações de chá, em 2017 e 2018, renderam ao Quénia de 1.4 mil milhões de dólares americanos. O Quénia é o terceiro maior produtor de chá no mundo, depois da China e da Índia e exporta para mais de cinquenta países. O país contribui com 10% da produção total global de chá, o que corresponde a 27% das exportações mundiais. A indústria do chá emprega, no Quénia, directa e indirectamente, cerca de 10 milhões de pessoas.

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