Fundo Verde para o Clima “força” diálogo nacional

O Ministério do Ambiente realizou o I Diálogo Nacional sobre o Fundo Verde para o Clima Angola, em função das constantes variações climatéricas, caracterizadas por recorrente de secas, inundações e aumento da temperatura

O Fundo Verde para o Clima surge no âmbito da política 12, do Ministério do Ambiente, sobre a Sustentabilidade Ambiental, inserida no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022. Segundo uma nota que chegou a OPAÍS, este fenómeno constitui uma ameaça séria à estabilidade social, económica e ambiental do país, e os indicadores apontam que a situação tende a piorar. “O momento de agir é agora.

O Governo de Angola reconhece a vulnerabilidade do país e do seu impacto às alterações climáticas causando indicadores para tendência de gravidade. Inundações, secas, erosão dos solos e aumento do nível das águas do mar são apontados como os principais efeitos a nível nacional”, lê-se. Angola tem registado um ciclo recorrente de secas e inundações que tem vindo a afectar de forma diferenciada as diferentes regiões do país, com consequências ao nível ambiental, social e económica.

O Fundo Verde para o Clima (GCF) é a Entidade Operacional do Mecanismo de Financiamento da Convenção Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (UNFCCC), cujo objectivo é apoiar os países menos desenvolvidos a investirem nas acções de baixo carbono (mitigação) e de resiliência climática (adaptação às alterações climáticas). O I Diálogo Nacional sobre o Fundo Verde para o Clima decorreu sob o lema “Juntos para a Resiliência Nacional” e pretendeu a criação de um Grupo de Trabalho multissectorial, como Plataforma Nacional, para promoção de boas práticas e partilha de lições aprendidas, de modo a melhor identificar, avaliar e promover as carteiras de projectos e propostas de financiamentos a serem submetidos a unidade nacional do GCF.

“A melhoria do intercâmbio entre os departamentos ministeriais e o sector privado e partes interessada, para alavancar o acesso aos financiamentos providenciados pelo GCF, bem como a promoção da motivação do sector privado, através da sensibilização de forma a propiciar maior envolvimento daquele sector com o Fundo Verde para o Clima, também são tidas em conta”, diz o documento.

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