Konde Martins :“Prontinho” para dupla com Anna Joyce

O cantor Konde Martins sente-se pronto para mais uma experiência, dessa vez diferente das demais que tem tido em palco. No próximo dia 27 de Setembro entra na lista dos participantes no Duetos N’Avenida e divide a cena com a cantora Anna Joyce, em mais um concerto do projecto que entra na terceira temporada, depois de uma trajectória de 14 apresentações, divididos entre duas fases, na Casa 70, em Luanda.

Jorge Fernandes

Com Anna Joyce, o Konde vai abrir a terceira temporada do Duetos N´Avenida. Como reagiu ao convite?

Achei muito interessante devido ao conceito desse projecto, que é diferente e desafi ador. Já assisti a alguns shows do Duetos e chamou- me a atenção a interacção que os músicos convidados acabam por ter no palco, demostrando respeito um pelo outro. E acabam, se calhar, por descobrir coisas interessantes no trabalho de cada um. Então, a minha reacção ao convite foi muito positiva.

E em relação a dupla com Anna Joyce? O que pensa disso?

Conheço muitas músicas da Anna Joyce. Acho que ela conseguiu o seu espaço no mercado musical devido à sua sensibilidade vocal, que eu aprecio muito. Acredito no talento dela e, de certeza, que daremos um gosto especial nas nossas músicas. Esse concerto promete muito!

Para si, o que seria indispensável para tornar esse show, digamos, memorável?

A presença dos nossos fãs, claro! E também o máximo empenho da nossa parte para criarmos um show memorável para todos os que lá estiverem a nos prestigiarem com as suas presenças.

Acha que o público está pronto para Anna Joyce e Konde Martins?

Anna Joyce é uma cantora especial e já provou que tem dado tudo de si enriquecendo a música angolana com a sua identidade própria, que conquistou o carinho de muitos angolanos. Então eu tenho a certeza de que o público está preparado, sim.

A Casa 70 é um palco de várias recordações em que se apresentaram vários artistas, que memórias lhe traz este espaço?

Muito boas memórias. Desde o início da minha carreira, aos grandes shows que já assisti nesta grande casa de cultura. Para um artista como o Konde, que tem uma trajectória consolidada, como olha para o mercado da música angolana hoje? O mercado tem estado bem, pelo número de músicos que têm aparecido nos últimos anos, com tendências diferentes e cada um com o seu estilo, dando uma diversidade de opções para os consumidores da música angolana. E isso tudo é muito positivo.

Durante muito tempo fez música de bar, ainda canta em bares? Se não, sente saudades deste tempo?

Fiz, sim! E foi ali que comecei e onde fiquei por alguns anos como sendo a minha zona de conforto. Então, é normal que sinta saudades daqueles tempos.

Depois do lançamento do último álbum, o Konde ausentou-se um pouco dos palcos. A que se deveu essa ausência? O que andou a planear?

Nunca me ausentei de facto do mercado, apenas tenho estado a expandir a minha música pelo mundo entre comunidades angolanas, não somente aqui, mas em vários países do mundo. Portanto, talvez seja essa a justificação da minha ausência temporária, em curtos períodos, cá em Angola.

Como anda a sua carreira num momento em que o mercado musical está cada vez mais competitivo? Que novidade nos traz o Konde?

A minha carreira está bem, acho que, pelos anos que estou no mercado musical tenho encontrado a minha estabilidade no meio desta competitividade saudável que o mercado oferece. Daí as minhas músicas serem bem recebidas neste último album.

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