Sol, mas de pouca dura

A notícia é boa, muito boa mesmo. De repente, a capacidade de hospedagem no Sumbe foi completamente esgotada. Este fi m-de-semana fi cou sem mais um quarto para quem chegasse para visitar a cidade. Normal, há o FestiSumbe, um festival de música que por si só, entre técnicos, organizadores e músicos ocupa metade das camas da cidade, da oferta hoteleira, entenda-se. Com o feriado prolongado, muita gente saiu de Luanda para o destino possível, ou “o mais possível”, mais barato, que é o Cuanza-Sul. Pelo menos no combustível fi ca menos pesado do que ir ao Huambo, Huíla, ou Namibe. De avião, bem, está caro, para as províncias citadas. De qualquer forma, este fi m-se-semana deve ser bem aproveitado, como lição, pelos governantes e empresários da cidade. Há que promover o cuanza-Sul, que tem praias, que tem montes, que tem até algum agro turismo. Mas há que melhorar a oferta hoteleira em termos de qualidade e a restauração. Outro problema é o transporte interno, porque, não havendo ligação aérea, o turista poderia bem sair de Luanda num autocarro inter-provincial, poupava ainda mais dinheiro, só que estando lá… ou a pé, o que no Sumbe e Porto Amboim é um sofrimento, ou nada. Esta é a maka do nosso turismo: falta quase tudo, sempre, inclusive arrojo para fazer o que está inventado há anos e anos. Mas há outra razão para o Sumbe não festejar já: é que fi m-de-semana prolongado e FestiSumbe ao mesmo tempo não se repete todos os dias, além de que, esta é uma certeza, até ao fi m do ano a estrada que vai de Luanda não estará ainda o mimo de pista que nos prometeram.

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