O dia da humanidade

Tu és tão diferente de mim… na verdade, não há ninguém igual a mim no mundo. E nem posso fazer com que haja, não me posso multiplicar na carne e nos espírito, nas experiências, na alma. Somos todos diferentes. E é este o bilhete de identidade da humanidade: a diversidade de indivíduos, comunidades, nações, povos. Mas também somos todos iguais na capacidade inata de sermos humanos. É à compreensão desta realidade “inderrotável” que nos inspira o dia de hoje, o Dia da Compreensão Mundial. É um dia de promoção da paz, um dia anti-ódio, porque nos leva a compreender o outro, a aceitar o outro, a viver e conviver com o outro, que nunca poderá ser um “eu”, mas sem o qual também eu não existo. Se a sociedade colocar a compreensão do outro no centro da educação, certamente teremos um mundo melhor. Mas tem de ser uma educação que vá para além da consciência do outro, da tolerância, do respeito, deve ser de defesa do outro, da sua humanidade, dos seus direitos, da sua condição física, da inviolabilidade da sua vida. Quando nos educarmos nestes marcos, quando aprendermos a viver assim, certamente teremos um mundo melhor. Tudo passa pela defesa do outro para que eu possa ser eu.

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