Forúm Pan-Africano para a Cultura da Paz é aberto hoje no Hotel Convenções de Talatona

O evento reúne elites africanas e representantes da sociedade civil, autoridades tradicionais e religiosas, assim como intelectuais, artistas e desportistas

Por:Augusto Nunes

Tudo a postos para a abertura, hoje às 9 horas e 30 minutos, no Hotel Convenções de Talatona, em Luanda, da I Bienal de Luanda–Forúm Pan-Africano para a Cultura da Paz, uma co-organização de Angola, país anfitrião, UNESCO e União Africana. O evento visando enaltecer os valores da paz e da cidadania, assim como materializar a aliança de povos em torno da cultura da paz, decorrerá sob o lema “Construir e Preservar a Paz: Um Movimento de Vários Actores”.

Tem como eixos principais, o Hotel Convenções de Talatona, o Museu Nacional de História Militar e espaços adjacentes, o Memorial Dr. António Agostinho Neto e a Marginal de Luanda, e contará com a participação de 12 países das seis regiões do nosso continente: Norte de África, África Ocidental, África Oriental, África Central, África Austral e da Diáspora (Américas, Caribe, Europa Ocidental e Oriental, Médio Oriente e Ásia. Entre os participantes constam 600 convidados internacionais e mil angolanos, dos quais artistas, escritores, académicos, membros da sociedade civil, entre outros.

De acordo com a organização, já estão confirmadas as participações do Egipto, Marrocos, Quénia,Ruanda, Mali, Cabo Verde, República do Congo, Brasil, Itália, Etiópia, Namíbia, África do Sul, República Democrática do Congo e da Nigéria. Ao enaltecer este feito, a directora- geral da Unesco, Audrey Azoulay, afirmou que o I Fórum Pan- Africano para a Cultura da Paz reflecte a vivacidade e a intensidade da cooperação entre a União Africana (UA) e a UNESCO na procura e conquista da paz no continente africano.

A responsável, realçou que a Bienal de Luanda-Fórum Pan- Africano para a Cultura de Paz que hoje tem início, na capital do país, que as duas organizações estão unidas pelos mesmos objectivos e valores: a vontade de estabelecer a paz através da compreensão e da solidariedade mútuas entre os povos de África.

Audrey Azoulay, reconhece que nada melhor do que Luanda para demonstrar que a paz é sempre possível, pelo facto de ter acolhido, a 21 de Agosto, a assinatura de um acordo de entendimento entre o Ruanda e o Uganda, obtido graças à mediação eficaz de Angola e da República Democrática do Congo, é um sinal de esperança.

A responsável recordou que a Bienal serve para tornar a cultura da paz num verdadeiro instrumento ao serviço dos governos e dos cidadãos, através de fóruns de discussão dedicados, abertos especialmente a mulheres e jovens, mas também através da organização de um Festival de Culturas para celebrar a riqueza e diversidade cultural de África. Para Audrey Azoulay, a organização deste I Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz reflecte a vivacidade e a intensidade da cooperação entre a União Africana e a UNESCO.

error: Content is protected !!