Ensa e empresas cervejeiras serão privatizadas ainda este ano

A venda da maior empresa do ramo de seguros do país, a Ensa, será feita através de um concurso público, assim como as cervejeiras Cuca, Ngola e a EKA no âmbito do Programa de Privatizações (Propriv) em curso no país

Por: Brenda Sambo

Estado angolano vai pôr à venda, ainda este ano, as suas acções na seguradora Ensa e também as acções nas cervejeiras Cuca, N’gola e Nocal, onde detém mais ou menos 1% em cada uma delas, adiantou o coordenador adjunto do grupo técnico da Comissão Internacional para Implementação de Programas de Privatização, Patrício Vilar, no Seminário Metodológico. Segundo Patrício Vilar, que falou ontem durante a sua apresentação no Seminário Metodológico do programa de privatizações, o “Propriv”, o Estado vai vender a maioria das empresas de referência em 2020, por via de concurso público

. Referiu ainda que a maioria dos processos de privatização de empresas de referência em que oEstado angolano tem acções ou participações, como o caso do banco BAI, onde o Estado detém 8,5% de acções e no BCI 100%, Caixa Angola com um 25% de acçoes, TVCabo com um total de 49% das acçoes, Unitel 20%, Mota Engil 20% e a Biocom 20% terá início a partir de 2020.

Além destas, Patrício Vilar indicou também como empresas de referência abrangidas no processo de privatizações para o próximo ano, sem precisar a percentagem das acções do Estado, a cimenteira Nova Cimangola, Secil Lobito, NetOne, Angola Cable, Aldeia Nova, MSTelcom, Multitel, Textang, Satec, África Têxtil e Enana – que, neste processo, vai gerar uma empresa a ser privatizada. Dentre as 17 empresas a serem vendidas via Bolsa consta a Multitel, Caixa Angola, Aldeia Nova, TAAG, Angola Cable, Sonair e Banco Económico, MSTelcom, ZEE, Multitel, Caixa Angola, pelo facto de terem as suas contas auditadas sem reservas.

“Processo de privatizações não será confinado a um grupo de pessoas “

Por sua vez, o ministro de Estado para a Coordenação Económica e Coordenador da Comissão Nacional Interministerial para a Implementação do Programa de Privatizações, Manuel Nunes Júnior, garantiu que o programa de privatizações em curso no país vai abranger a todos e não a um grupo restrito de pessoas Segundo o responsável que falava na abertura do Seminário Metodológico do programa de privatizações, há necessidade de conjugar os esforços de vários parceiros e especialistas para que o resultado do programa seja um sucesso.Por isso, ressaltou ser importante actuar como uma equipa coesa e que dialoga permanentemente com outros organismos desde os sindicatos, associações empresariais, sector financeiro, consultores, investidores entre outras entidades.

“Vamos todos trabalhar para fazer de Angola um país que seja uma referência em Africa e no mundo”, disse. Segundo o governante, um dos objectivos do programa de privatizações é contribuir para a eficiência das empresas no país, levando desta feita a uma redução gradual dos custos de produção e a prática de preços mais competitivos. Por outro lado, vai promover também o crescimento de Angola através do investimento privado e do aumento dos níveis de emprego no país sobretudo para a juventude.

“Não se pode edificar uma economia de mercado forte e sustentada sem um sector privado forte e competitivo”, disse. O seminário que teve inicio ontem termina hoje e conta com a presença de representantes de organismos internacionais, como a Corporação Financeira Internacional (IFC), adstrita ao Banco Mundial, do sector financeiro, de consultoras, associações empresariais e câmaras de comércio.

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