Mbanza Kongo forma guias turísticos

Trinta e quatro guias turísticos estão, desde Quarta-feira, a ser formados em Mbanza Kongo, província do Zaire, com a missão de auxiliar os turistas

 

A formação está a cargo do Ministério do Turismo e a ser orientada pelo técnico da Associação dos Guias de Turismo e Servidores Artísticos de Angola (AGTSA), Carlos Bumba. Na abertura desta acção formativa, que tem a duração de cinco dias, o formador explicou que, nesta primeira fase, tem um pendor teórico e prático, com a abordagem de temas ligados à animação turística, história e geografi a geral.

Os participantes receberão ainda noções relativas às relações púbicas ou humanas, ferramentas e técnicas do guia de turismo, assim como Dr a evolução do turismo, numa acção sub-dividida em quatro fases, com a duração de dois anos. Esta é a primeira acção de formação de guias turísticos a realizar-se no Zaire e, em especial, em Mbanza Kongo, que surge da necessidade de se preencher a lacuna existente neste domínio, numa altura em que cresce, a cada dia que passa, o número de turistas que visitam a capital da província do Zaire.

Por outro lado, Carlos Bumba avançou que Mbanza Kongo poderá ser a primeira cidade de Angola a contar com um roteiro turístico oficial, a ser lançado no próximo dia 24 de Setembro, pela ministra do Turismo, Ângela Bragança. Com o lançamento deste documento, que vai conter informações sobre a localidade e a província do Zaire, úteis para quem visitar esta parcela do país, Angola tornar-seá na primeira nação ao nível da África Austral a contar com um roteiro oficial do género.

De acordo com o responsável, este documento é de suma importância para a actividade turística, devendo, por isso, ser cabimentado no Orçamento Geral do Estado (OGE). O mesmo terá a homologação da UNESCO, União Africana e da Organização Mundial do Turismo (OMT). Mbanza Kongo foi o centro político e administrativo do antigo Reino do Kongo, cuja infl uência abarcava, além da zona norte de Angola, os actuais territórios das RepúblicasDemocrática do Congo (RDC), Congo -Brazzaville e do Gabão. Este centro histórico foi elevado à categoria de Património Cultural Mundial da Humanidade, a 08 de Julho de 2017, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

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