resultados de um ano da Operação Transparência apresentados hoje

Mais de 12 mil quilates de diamantes, 23 milhões de kwanzas e um milhão de dólares foram apreendidos num ano. Segundo as autoridades, o garimpo de diamantes e a imigração ilegal punham em causa a Segurança Nacional

Por:Milton Manaça

Executivo apresenta hoje, em Luanda, o balanço de um ano de “Operação Transferência”, cujo lançamento ocorreu precisamente no dia 25 de Setembro de 2018, com o objectivo de combater o garimpo de diamantes e a imigração ilegal. Com uma actuação inicial nas sete províncias de maior exploração diamantífera, o Governo decidiu, posteriormente, estendê-la para todo o país, visando intensificar e consolidar o processo.

Os últimos dados das autoridades apontavam para 416 mil imigrantes que abandonaram o país Mil imigrantes abandonaram o país de forma voluntária cooperativas encerradas Milhão e 39 mil USD apreendidos Máquinas retroescavadoras Mil kilates de diamantes apreendidos Viaturas ligeiras e pesadas Mil repatriados administrativamente Milhões Kz confiscados Mil randes Máquinas niveladoras Casas de compra ilícita de diamantes encerradas Mil Euros apreendidos Máquinas buldózer Mil e 910 pedras de diamantes por avaliar Tratores agrícolas 233 159 1 102 13 224 36 23 944 18 289 850 28 4 9 de forma voluntária e cerca de 35 mil e 784 foram repatriados administrativamente, sendo outros 842 transferidos para Luanda e, consequentemente, repatriados para os países de origem. O grosso destes imigrantes era proveniente da República Democrática do Congo (RDC) e de países oeste-africanos.

Mais de 23 milhões de kwanzas, um milhão de dólares, 335 mil euros e 944 mil rands sul-africanos foram igualmente apreendidos pelas “malhas” da Operação Transparência, em que caíram ainda mais de 12 mil quilates de diamantes em bruto, já avaliados, e ainda cerca de 4.900 pedras por avaliar. No lote do material de apoio ao garimpo ilegal foram apreendidas 93 dragas, 63 lavarias, 253 motobombas, 16 jangadas, 65 bóias pneumáticas com motor, três detectores de diamantes, 92 compressores de ar, uma máquina de teste de diamantes, 214 balanças, 97 lupas, 79 geradores, 38 cofres, 153 contentores, bem como 108 armas de fogo. Dados fornecidos pelo porta-voz da operação, António Bernardo, no último balanço, anunciavam o encerramento de 159 cooperativas, 289 casas de compra ilícita de diamantes e a apreensão de 102 máquinas retroescavadoras, 28 máquinas buldózer e 18 máquinas niveladoras (ver gráfico abaixo).

Mar seguro Da terra, a Operação Transparência estendeu-se ao mar e conta com o envolvimento da PGR, SIC e de vários ramos da Polícia Nacional. O objectivo é combater a pesca ilegal e o tráfico de pessoas. Foram definidas quatro zonas de actuação ao longo da costa angolana. A primeira área compreende as províncias de Cabinda e Soyo; a segunda as do N’Zeto, Luanda e Cabo Ledo. Na terceira área está a zona do Porto Amboim, Lobito, Baía Farta e da Lucira. Para a quarta zona, a operação está a actuar em Moçâmedes, Tômbwa, até à Baía dos Tigres. Algumas residências e restaurantes construídas de forma ilegal e que coloquem em perigo o ecossistema marinho poderão ser demolidas como é o caso de algumas infra-estruturas marítimas do Mussulo.

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