Sistemas Patriot sauditas não contiveram drones e mísseis no ataque a refinarias

A defesa anti-aérea saudita, dona de 88 complexos de mísseis Patriot, não conseguiu conter dezenas de drones e mísseis de cruzeiro no ataque a refinarias

Aproximadamente 88 sistemas Patriot instalados na Arábia Saudita não foram capazes de conter o ataque às instalações petrolíferas da Saudi Aramco. O ataque foi realizado com dezenas de drones e mísseis guiados, que passaram pela defesa saudita, segundo fonte de alto nível do Ministério da Defesa da Rússia.

A fonte do Ministério da Defesa russo rejeitou a justificativa do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que tentou explicar o fiasco do sistema norte-americano Patriot, que é, na verdade, de acordo com a fonte, de baixa eficiência. “As declarações do secretário de Estado [dos EUA] de que os sistemas de defesa anti-aérea em todo o mundo demostram resultados controversos ao repelir ataques, às vezes, podem ser levadas a sério se paestivermos a falar de um único sistema Patriot, que cobre um único objecto.

Mas os Estados Unidos instalaram uma poderosa rede de defesa anti-aérea na Arábia Saudita, especialmente no Norte [do país], com um sólido campo de radar”, detalhou a fonte. Segundo a fonte, a rede de sistemas não conseguiu impedir o ataque, o que significa que as características do Aegis e Patriot não demonstram o seu real desempenho, já que demonstraram ser ineficazes no combate de pequenas aeronaves e mísseis guiados. “Actualmente, a fronteira Norte da Arábia Saudita está coberta por 88 complexos norte-americanos de defesa anti-aérea Patriot. Sendo que 36 deles possuem o PAC-2 e os outros 52 possuem o PAC-3”, afirmou a fonte.

Duas refinarias de petróleo da empresa estatal saudita Saudi Aramco foram atacadas por drones e mísseis no Sábado (14). O ataque provocou danos significativos que interromperam as suas operações por dias, resultando numa redução considerável da produção de petróleo do país. Após os ataques às refinarias sauditas, os EUA não perderam tempo e logo acusaram o Irão, mesmo depois de os houthis terem reivindicado os ataques. Pompeo classificou o ataque como “acto de guerra” do Irão, enquanto que o Presidente norteamericano, Donald Trump, assegurou que o país está “carregado e pronto” para contra-atacar. Entretanto, Washington não apresentou nenhuma prova da participação iraniana.

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