Trabalhadores têm até 20% do capital nas empresas a privatizar

Até 20 por cento do capital social das empresas que o Estado prevê privatizar, no período 2019-2022, pode ser reservado aos trabalhadores interessados em entrar na estrutura accionista, disse hoje o consultor do Instituto de Gestão de Activos e Privatizações do Estados (Igape), Júlio Londa.

Esta margem avançada por Júlio Londa tem respaldo na Lei das Privatizações (Lei 10/19), e os procedimentos do Propriv (Programa de Privatizações) reserva este direito aos trabalhadores até uma percentagem máxima de 20 porcento das acções. Entre outros direitos e garantias, que a Lei das Privatizações e o Propriv reservam aos trabalhadores das empresas a privatizar, consta também a manutenção dos empregos dos trabalhadores e gestores, que deve ser tida em conta na análise da proposta do concurso.

De igual modo, nas empresas do Sector Empresarial Público (SEP) a privatizar, os trabalhadores, os trabalhadores mantêm os direitos e obrigações adquiridos. No processo de privatização das 195 empresas e activos, segundo Júlio Londa, os gestores participam, em posição privilegiada, na definição da modalidade de venda, procedimento e ano de início da privatização, e, entre outros, na definição da natureza do activo.

Das 195 empresas e activos, 32 são Empresas de Referência Nacional (ERN), 50 fazem parte do grupo Sonangol e 113 constituem, entre outras, empresas e activos. As acções ou participações do Estado nessas companhias podem determinar o impacto da força de trabalho neste processo de privatização.

Das ERN, o Estados tem participação minoritária em 14 empresas, com realce para a Cuca 1%, Eka 4%, BAI 8,5% e a Nova Cimangola 28,13%, activos na SATEC, Textang II e Africa Têxtil e detém e conta com acções em 15 participadas, que serão alienadas parcialmente. Em relação às 50 empresas em que a Sonangol é accionista, 19 estão domiciliadas no exterior do País e em 24 delas participação igual ou inferior a 50%.

Quanto às 113 outras empresas e activos, constam 60 pequenas e activos e 53 activos são quase todos inoperantes e sem força de trabalho activa. Melhoria na eficiência das empresas, Melhoria na eficiência das empresas, Maior estabilidade laboral e Aumento do rendimento na família. Com este processo de privatização, o Estado espera uma melhoria na eficiência das empresas, na eficiência das empresas,maior estabilidade laboral e aumento do rendimento na família.

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