Bombeiros manifestam necessidade de lei para regular políticas balneares

Foi aberta ontem, em Luanda, a época balnear 2019-20220, evento no qual foi levantada a necessidade de criação de uma lei para regular políticas balneárias, uma necessidade apresentada pelos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

O Comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, comissário bombeiro principal, Bensau Mateus, disse que, dada a preocupação e pertinência, há uma premente necessidade da criação de uma lei para regular as políticas balneárias, pelo que, já foi produzida uma proposta de lei visando reduzir os índices da sinistralidade nas praias.

Bensau Mateus manifestou esta preocupação ante os constantes registos de casos de afogamento nas nossas praias, uma vez que constituem a terceira causa de morte no país, com um total de 526 vítimas no ano passado. O responsável falava no acto de abertura da época balnear 2019-2020, um acto presidido pelo secretário de Estado do Ministério do Interior para o Asseguramento Técnico, Salvador J. Rodrigues, na Ilha do Cabo, em Luanda.

O secretário de Estado é de opinião que o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros deve dar especial atenção ao projecto praias seguras; formação de nadadores e salvadores, fomentar a sinalização, intensificar acções de cooperação e parcerias com os demais departamentos ministeriais e parceiros sociais.

“É imperiosa a conjugação de esforços para que se evite a perda de mais vidas provocadas por inobservância das normas balneares ou por falta de acatamento dos avisos difundidos pelos órgãos competentes através da comunicação social”, defende.

Este ano balnear decorre sob o lema “praias mais seguras e inclusivas para todos”, com a obrigação de se redobrar os esforços no controlo e vigilância dessas zonas, a fim de se garantir maior e melhor segurança para os frequentadores.

É necessário, para Salvador José Rodrigues, que a prática do lazer seja combinada com o factor segurança. Para o efeito, torna-se imperioso que os cidadãos que se deslocam a esses locais adoptem comportamentos que se conformam aos objectivos estabelecidos.

Praias autorizadas

Final, lado Sul do Jango Veleiro (Ingombota), Pôr-do-sol (Talatona), bem como nas localizadas na zona Sul da província de Luanda, nos chamados Quilómetros (Belas). Segundo Salvador Rodrigues, as, acções concretas a serem adoptadas pelos usuários desses locais passam por: assegurar que os utentes conheçam as regras e riscos que esses locais possam, eventualmente, apresentar; inserir no currículo de formação de crianças abordagens lúdicas e recreativas sobre cuidados a ter nas praias; promoção de desportos náuticos e de lazer com segurança; sensibilizar e mobilizar as populações para que adoptem as boas práticas e a cultura de prevenção; dissuadir os jovens do consumo de bebidas alcoólicas e ao uso de substâncias psicotrópicas, pois, muitas vezes têm sido as causas de afogamentos e mortes.

Em Luanda, estão autorizadas para os banhistas as praias da Língua, Jembas, parte do Pôrdo- Sol, Cepa, Rocha das Mangueiras e Mussulo Centro, Generais (Talatona), Ramiros, parte dos Quilómetros (Belas), Praia Amélia (Samba), Jango Veleiro, Marinha de Guerra, Tamariz, Rotunda da Floresta (Ingombota) e Vila sede (Cacuaco). As zonas proibidas e mais frequentadas são a área do Farol Velho e zona Sul do Jango Veleiro, Praia Mitcha e parte do Pôr-do- Sol e Rua 11 (Talatona), Museu da Escravatura e Quilómetros (Belas), das Lagostas (Sambizanga), Cefopesca e Boca do Rio (Cacuaco). A abertura do ano balnear começou com uma marcha da Mutamba a Ilha do Cabo.

 

 

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