Assembleia da JMPLA em Londres marcada por atraso gigante e “tentativa de democracia”

O comité da JMPLA no Reino Unido realizou no Sábado, 21, em Londres, uma assembleia de balanço e renovação de mandatos dos órgãos que constituem aquela organização juvenil. O evento, com início agendado para as 13 horas, começou somente às 15 horas, o que levou ao encerramento tardio da actividade. Houve apenas uma candidatura

Por:Israel Campos, Londres

Mesmo em solo britânico, comumente associado à pontualidade, o órgão juvenil do MPLA no Reino Unido conseguiu protagonizar um momento que contraria, a vários níveis, os seus princípios de cidadania e patriotismo, instituídos nos seus próprios estatutos.

Os convidados e “camaradas” pontuais tiveram de esperar por quase três horas, após a hora marcada, para que, finalmente, os trabalhos da assembleia tivessem início. Na base do atrasado, segundo apuramos, esteve a falta de pontualidade dos delegados à assembleia, o que, segundo nos assegurou a nossa fonte, condicionaria a realização da actividade, sendo que os estatutos da organização estabelecem um número determinado obrigatório para a realização de actividades do género. Delegados completos e lá foi aberta, com um discurso proferido pela 1ª Secretária do MPLA no Reino Unido, Luísa Pereira, a assembleia de balanço e renovação de mandatos do comitê.

Na sua intervenção, Luísa Pereira reafirmou a necessidade da organização se manter fiel aos seus princípios, tais como “disciplina partidária, unidade e coesão”, para que possam garantir os destinos futuros do partido. Na sessão participaram 28 delegados à assembleia, membros do MPLA no Reino Unido, um membro do Comité Central do MPLA, enviado especialmente de Angola para o acompanhamento e supervisão dos trabalhos, Adalberto Mendes, e alguns convidados, com realce para a presença do vice-cônsul interino de Angola no Reino Unido, Sebastião Kiala.

“Mini-democracia interna” A assembleia realizada tinha como pontos da sua agenda o cessar de mandatos da 1ª Secretária da JMPLA no Reino Unido, Djalma Neto, e do seu secretariado, eleitos há 5 anos, e, também, a posterior escolha dos novos “rostos” da organização, através de eleição. Para surpresa, ou não, Djalma Neto foi apresentada como candidata única para a posição de 1º Secretário da JMPLA em terras da Rainha, e, com 26 votos a favor, cerca de 92.8%, e 2 contra, equivalente a 7.1%, Djalma Neto foi reconduzida para a mesma posição. Ou seja, mais cinco anos após cinco anos, o que um dos delegados, sob anonimato, referiu ser uma “pseudo, ou mini- democracia”…

JMPLA no Reino Unido

O Comité da JMPLA no Reino Unido existe desde Julho de 2014 e conta com 5 núcleos, nomeadamente nas cidades de Londres, Birmingham e Coventry (que formam um só), Manchester, Oxford e Bristol (também formam um) e Leeds e Newcastle (formando também um). Segundo dados obtidos aquando da apresentação do relatório de proposta da comissão de mandatos sobre o quórum da assembleia, pela secretária para a informação da JMPLA, Elisa Girão, a JMPLA no Reino Unido conta, actualmente, com 322 militantes, dentre os quais estudantes e residentes.

Preparação para o VIII congresso da JMPLA

Na assembleia foram também eleitos dois militantes que irão representar o comitê no oitavo congresso da JMPLA que vai decorrer de 10 a 12 de Outubro em Luanda. Um dos quais, Pedro de Carvalho, disse à nossa reportagem que vão iniciar, ainda nas próximas semanas, o processo de preparação interna para esta grande actividade política.

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