Um dos 14 queimados pela caldeira de alcatrão de Cabinda morreu em Luanda

Um trabalhador angolano da empresa de construção civil chinesa Zambiami, em Cabinda, atingido no Sábado pela explosão de uma caldeira, morreu duas horas depois da sua chegada à clínica Girassol, em Luanda.

As 14 vítimas foram evacuados num voo da Força Aérea Angolana para o hospital de especialidade em Luanda, depois de terem sido atingidos pelo produto, altamente quente, de uma caldeira artesanal de processamento de alcatrão e betão betuminoso que explodiu, supostamente na hora dos ensaios.

A informação foi prestada pelo director clínico em exercício da clínica Girassol, Sérgio Neto, durante a visita que o vice-presidente da República, Bonito de Sousa, e o embaixador da China no país, Gong Tao, fizeram ontem aos enfermos, segundo a Angop. De acordo com o Sérgio Neto, os pacientes apresentam queimaduras de segundo e terceiro grau e com diagnóstico ainda reservado, dada a gravidade das lesões. Para além dos seus profissionais que englobam dois cirurgiões plásticos, conta ainda com o reforço de quatro cirurgiões do Hospital Neves Bendinha, especializado em queimaduras.

O incidente aconteceu por volta das 16 horas na empresa de construção civil chinesa Zambiami, na localidade de Chiazi, a aproximadamente 18 quilómetros a Norte de Cabinda. A caldeira, de fabrico artesanal, tinha cerca de mil metros cúbicos de alcatrão no momento do processamento e a falta de controlo dos procedimentos de segurança terá provocado a sua explosão, tendo o produto, com altas temperaturas, atingido os trabalhadores, 14, que assistiam aos ensaios. Em socorro deles, várias equipas de unidades sanitárias de diferentes instituições, incluindo de companhias petrolíferas, disponibilizaram meios de evacuação (ambulâncias) e técnicos (enfermeiros) que apoiaram a transportação das vítimas do Hospital Provincial de Cabinda para o aeródromo militar.

A empresa Zambiami trabalha em Cabinda no ramo de construção civil há mais de oito anos e conta com mais de 200 trabalhadores angolanos e 100 chineses, entre engenheiros civis, arquitectos e outros técnicos do ramo de construção civil.

error: Content is protected !!