Carta do leitor: Fuga de presos alimenta sentimento de insegurança

Exmo. Senhor Director do jornal OPAíS, Espero que essa missiva vos encontre de óptima saúde. Aproveito a oportunidade que o vosso jornal concede aos contribuintes de divulgar os assuntos que nos afligem para manifestar a nossa preocupação em relação à fuga de marginais de estabelecimentos prisionais.

Nos últimos meses temos sido surpreendidos com informações sobre situações do género ocorridas em diversos estabelecimentos prisionais de Luanda. Trata-se, em muitos casos, de marginais condenados por crimes violentos, o que aumenta o sentimento de insegurança. Pode parecer exagero, mas não é. Basta recordar que na época em que o comissário-geral, Alfredo Mingas “Panda”, comandava a Polícia Nacional, mais de uma dezena de presos se invadiram da Cadeia de Viana e até ao momento não foram apanhados. Ou melhor, se foram não tornaram público. Portanto, em meu entender, já era altura de as autoridades de direito tomarem as medidas necessárias a fim de evitar que situações do género se repitam.

Recordo que até hoje não foram tornados públicos esclarecimentos sobre a fuga de presos da Cadeia de Viana. Lamentavelmente, a direcção do Serviço Penitenciário não veio a público apresentar o relatório do inquérito instaurado para averiguar se houve negligência dos guardas ou se os referidos presos contaram com a ajuda de algum membro da corporação. Se não quiserem cumprir o dever de prestar contas ao tribunal, tudo bem. Vamos entender. No entanto, como contribuinte, peço aos mais altos respon- DR sáveis do Ministério do Interior, da Direcção dos Serviços Penitenciários e do Comando Geral da Polícia Nacional que tomem as medidas necessárias para pôr cobro a essa situação.

Para nós, moradores dos bairros onde alguns deles viviam, o pânico é maior. Agradeço pela atenção dispensada, augurando que a minha carta seja publicada para que a informação chegue às autoridades de direito. Bartolomeu Papusseco

error: Content is protected !!