Académico quer cumprimento da promessa eleitoral sobre valorização de quadros

Para Eduardo Rocha Bié, a valorização de quadros foi uma das promessas que mais tocou os angolanos, pelo que exige o seu cumprimento, sobretudo nesta fase em que o país precisa de todos os seus quadro para se desenvolver

Por:João Katombela, na Huila

 O académico Eduardo Rocha Bié defende o cumprimento da promessa eleitoral, feita pelo actual Presidente da Republica, João Lourenço, sobre a valorização dos quadros nacionais, independentemente da militância partidária. Segundo Eduardo Rocha Bié, aquando da sua passagem pela província da Huíla, durante a campanha eleitoral de 2017, João Lourenço prometeu trabalhar com todos os angolanos, independentemente do partido por, na altura, achar que para se alcançar o sucesso na resolução de todos os problemas que afectam Angola seria necessário o envolvimento de todos os cidadãos nacionais, sem qualquer distinção.

Porém, dois anos depois na presidência da República, o académico entende que João Lourenço não cumpriu a promessa feita, acabando por deitar abaixo a grande oportunidade de demonstrar que está efectivamente comprometido com o país. De acordo com Eduardo Rocha Bié, muitos cidadãos votaram no MPLA e no seu candidato em função dos discursos que João Lourenço foi tecendo durante todo o processo de angariação de votos, sendo a valorização de quadros uma das promessas que mais tocaram os angolanos.

“O discurso da inclusão, que de uma forma o diferenciava de um passado que se pretendia romper, apontava olhar para o capital humano do país na base da competência e meritocracia, o que deixava a clara intenção da despartidarização do Estado, que é dos piores cancros que atolam o nosso desenvolvimento”, frisou. Para Eduardo Rocha Bié, depois de empossado no cargo de Presidente da República, João Lourenço acabou por contradizer a promessa feita e continua a apostar e a trabalhar apenas com quadros do seu partido, em detrimento de outros cidadãos.

“O que indigna nisso é que, tão logo se confirmou a sua eleição, João Lourenço mudou o discurso, afirmando que governar para todos não implica governar com todos. Com isso, acabou jogando no ralo um dos elementos que galvanizaram a sua eleição e, com isso, perdendo a oportunidade de juntar o país e redefinir a política de gestão de quadros”, deplorou.

Palavra é honra

Eduardo Rocha Bié entende que o perfil ideal de um Presidente passa pelo cumprimento e alinhamento entre os problemas concretos de um país e as qualidades e competências de que se propõe resolver. “E não é o que observo no Presidente João Lourenço. É que logo que iniciou o seu mandato, deu o dito como não dito. Hoje, ainda continuamos a observar quadros tecnicamente evoluídos a serem preteridos por quem sabe pouco em função do cartão de militante do partido”.

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