Angoflex exporta para indonésia no regresso à produção de umbilicais

Angoflex, relançou a sua produção e prevê a exportação de 5 umbilicais (elemento de conexão entre a plataforma petrolífera a matéria no fundo do mar) para a República da Indonésia

Por:Constantino Eduardo, em Benguela

governador provincial de Benguela, Rui Falcão, testemunhou na cidade do Lobito o acto formal de relançamento da produção, tendo, na mesma ocasião, accionado o botão que simboliza o reinício de actividade. Cinco umbilicais, representando 13 quilómetros, têm como destino a Indonésia e deverão estar concluídos até Janeiro de 2020. Numa primeira fase, segundo a directora-geral da empresa, engenheira Isabel Paulo do Nascimento, a encomenda destina-se apenas àquele país asiático, entretanto, refere que há outras em vista, embora se escusasse a avançar outros países na linha de prospecção da empresa.

“Porque, em termos de qualidade, nós estamos ao mesmo nível que qualquer fábrica de umbilicais no mundo”, gabou-se a responsável, para logo a seguir explicar que nos 15 anos de existência a unidade fabril produziu 500 quilómetros de umbilicais. Neste momento, a fábrica tem instalados dois carrosséis, com capacidade para duas mil toneladas e meia cada. “Isso permitiunos fabricar umbilical do projecto Kahombo, que, na altura, fizemos 82 quilómetros”, esclarece.

O relançamento da produção da Angoflex surge numa altura em que o Governo Central lançou o projecto de licitação de petróleo em Benguela e Namíbe. A directora da fábrica diz que os possíveis exploradores das referidas bacias marítimas poderão contar com a produção do material, argumentando que a empresa está preparada para fazer face ao desafio que se prevê. “Com os nossos serviços, o país pode contar sempre”, garante. O governador provincial de Benguela, Rui Falcão, olha para o relançamento do projecto como uma mais-valia para a província, a julgar pelos projectos em carteira, mormente no sector petrolífero.

Rui Falcão compromete-se a tudo fazer de modo a garantir o crescimento do “negócio”, criando condições indispensáveis. “Há um conjunto de acções que a gente está a desenvolver onde está este projecto incluído. Portanto, vamos dar todo o nos so apoio à Angoflex”, disse. Em relação à licitação de prospecção da bacia petrolífera de Benguela, o governador garante estarem criadas as condições para se dar início ao processo, alertando que o Governo acautelou para que se respeitem as normas. “Estes processos não andam sem respeitar as regras, integrando as preocupações que têm”, remata. A Angoflex, presente no mercado há 15 anos, é detida por capitais mistos, sendo 30% pela Sonangol e 70 pela Tecnip FMC Association e é a única da sua especialidade em África. Para esta empreitada conta com 101 trabalhadores, entre subcontratos e directos.

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