CASA-CE em Benguela afirma que fome é fruto do falhanço do Governo

O secretário provincial executivo da CASA-CE, Zeferino Cuvíngua, entende que a fome que se regista no Sul do país, com destaque para algumas localidades de Benguela, se deve ao facto de o Governo negligenciar o sector primário da economia, a agricultura

 O político entende que estará a faltar da parte de quem governa vontade política para, em definitivo, acabar com o problema da fome que, neste momento, fustiga o interior de Angola. Para ele, torna- se imperioso que se resolva rapidamente o problema da população carente de alimentos. Preocupado com o actual quadro das localidades do Kapilongo, Yambala e Dombe-Grande, Zeferino Cuvíngua assevera que estará a faltar incentivo por parte do Governo para o fomento da agricultura. “Ou seja, o apoio ao agricultor” Embora haja sinais de seca em Benguela, a província tem rios em abundância, capazes de apoiar o sistema de irrigação, considera.

Na visão da CASA- CE, o Governo “banaliza” o sector agrícola, daí que, segundo Cuvíngua, se esteja a registar uma fome como a que ocorre no Sul do país, e Benguela não é excepção. “Não há aposta neste sector. E, quando tal não ocorre, os camponeses não conseguem desenvolver- se”, disse, argumentando que o Governo se terá esquecido do princípio de que a agricultura é a base e a indústria o factor decisivo. “Sem investimento na agricultura, não há produto do campo para as pessoas se alimentarem”, considera.

Acções paliativas de combate à fome 

De acordo com o secretário da CASA-CE, as acções levadas a cabo pelo Governo, consubstanciadas na arrecadação de alimentos para acudir as pessoas afectadas, não vão resolver um problema, que se afigura como grave. Essas acções são meramente paliativas. “Na nossa visão, não se pode pensar que as políticas para apoiar alguém que sofre com fome se cinge na recolha de donativos. Deve haver políticas que garantam a produção”, refere.

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