“É necessário criar uma Central Logística de Abastecimento de Hotéis”

Associação de Hotéis e Resorts de Angola (AHRA) defende o surgimento de uma Central Logística de Abastecimentos para a rede hotelaria no país e deste modo evitar os preços elevados e aumentar a taxa de ocupação dos hotéis

Por:Patricia de Oliveira

No segundo dia do Congresso Nacional de Hotelaria, os temas estiveram centrados na temática sobre a Higiene e Segurança Alimentar, agências de viagens, operadores turísticos e linhas áreas, conexões com hotéis, condições de segurança e livre circulação de turistas a nível nacional e novas políticas de emigração e processos de atribuição de vistos e o aumento da taxa de ocupação de unidades hoteleiras. O presidente da AHRA, Armindo César, referiu que é necessário criar uma Central Logística de Abastecimento de Hotéis para evitar as especulações de preços em alguns hotéis e aumentar a taxa de ocupação.

“Com a criação de uma central, será possível abastecer as unidades hoteleiras com preços mais baratos, investir em batedores de temperatura (frigorífico dotado de mecanismos de congelação) ”, disse. Em sua opinião, os hotéis devem ter capacidade financeira para apetrechar os serviços para aumentar a taxa de ocupação e investir em tecnologias como a Internet para fazerem reservas. Disse ainda que a redução da taxa de ocupação nos hotéis não tem somente a ver com a crise económica, mas sim com a falta de condições de Higiene e Segurança alimentar em algumas unidades.

Na sua intervenção, a auditora de higiene e segurança alimentar da empresa Authentic Point, Fátima Alexandre, referiu que é importante a implementação de higiene alimentar no sector de hotelaria e turismo. De modo a garantir a saúde do consumidor. “É fundamental o cuidado a ter com a higiene para evitar a ocorrência de doenças através de alimentos contaminados”, disse. Para a responsável, o bem estar e o conforto de todo o cliente é essencial para qualquer estabelecimento e todas as refeições devem ser servidas de forma segura.

Fátima Alexandre deu a conhecer que existem vários tipos de contaminações, nomeadamente, física (quando existem elementos estranhos no alimento), química e biológica (provocadas por micro-organismos patogénicos e prejudiciais à saúde). Por esse motivo, é necessário tomar medidas preventivas como a higienização e a conservação das estruturas e equipamentos para evitar as contaminações cruzadas através dos manipuladores de alimentos. “Para um melhor serviço, é preciso fazer análises microbiológicas dos alimentos, superfícies, da água e a implementação do sistema Higiene e Segurança Alimentar, a implementação da Análises de Perigos e Pontos de Controlo (HCCP) e boas práticas”, explica.

Além das Análises de Perigos e Pontos de Controlo de (HCCP), a empresa faz auditorias de conforto para avaliar o ruído e o conforto nos quartos. Durante às auditorias são identificadas às necessidades de cada estabelecimento. No que toca às agências de viagens e operadores turísticos, o operador turístico de Moçambique Ayuca Bay, falando da sua experiência na área, salientou que o Governo moçambicano investiu no sector hoteleiro. Com está medida aumentaram os números de empreendimentos em todo o país. Segundo o especialista moçambicano, os destinos principais dos turistas são as ilhas. Actualmente, Moçambique conta com 200 agências de Viagens 160 agentes e 2500 unidades em todo o país.

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