Carta do eleitor:Viaduto do Golfe 2, um “salvador invisível

Por: Isabel Fortes Pio
Golfe 2 – Luanda

Estendo os meus cordiais votos de um dia bem passado a si, excelentíssimo director do jornal OPAÍS. E, antes de mais delongas, quero agradecer-lhe pela oportunidade que me concedeu para poder escrever esta carta. Director, há cinco meses, o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, inaugurou o viaduto do Golfe 2, que custou aos cofres do Estado cerca de 26 milhões de euros. Sob a empreitada da construtora Mota Engil, a obra durou oito meses. Na verdade, o que se esperava com o alçar desta obra era que o congestionamento diminuísse e o tráfego de automóveis estivesse mais leve. Missão quase cumprida. Afinal, o viaduto só consegue acalmar o tráfego automóvel a 30 por cento, numa escala de 100. Podia-se dizer que a construção do mesmo foi em vão, porém não. Há um grande papel soterrado sob este viaduto. Anteriormente, antes de ele ter sido erigido, o índice de acidentes de que aquela estrada era palco assustava os moradores, por causa da sua vasta extensão, equivalente a quatro longas faixas. Os viandantes preferiam arriscar as suas vidas atravessando a estrada do que percorrer longos metros de distância ao encontro da pedonal para estar do lado pretendido. Por conseguinte, com a construção do viaduto, que trouxe no seu pacote a adição de mais uma via, ligando a Camama ao Golfe 2, uma das quatro longas faixas foi eliminada, o que estreitou a estrada e reduziu o tráfego automóvel, de maneiras a dar tempo e refl exo aos transeuntes de escapar a atropelamentos. Viaduto do Golfe 2, um “salvador invisível” em vão, porém não. Há um grande papel soterrado sob este viaduto. Anteriormente, antes de ele ter sido erigido, o índice de acidentes de que aquela estrada era palco assustava os moradores, por causa da sua vasta extensão, equivalente a quatro longas faixas. Os viandantes preferiam arriscar as suas vidas atravessando a estrada do que percorrer longos Certamente, este viaduto tem salvado a vida de muita gente. Antes registava-se por semana uma média de 9 atropelamentos e hoje quase que ninguém é atropelado. Bem-haja! Este viaduto, ainda que muitos não veem, é um herói.

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