Segredo” da relação entre Angola e China esconde-se sob a comunicação estratégica

Este ramo da comunicação, consideram especialistas, é um factor essencial para qualquer organização ou país que pretenda manter-se no mercado, atrair e construir um bom relacionamento com clientes

O embaixador da República Popular da China em Angola, Gong Tao, afirmou, em Luanda, numa cerimónia de comemoração do 70º aniversário do Dia Nacional da China, que o desenvolvimento das relações sino-angolanas na nova era foca-se em três pontos. O primeiro é a comunicação estratégica, seguindo-se o desenvolvimento das relações entre os dois países, e a transformação da cooperação numa nova energia cinética de desenvolvimento. Na sua intervenção, o diplomata chinês apelou aos dois países (Angola e China) a aproveitarem melhor as plataformas Faixa e Rota e FOCAC (Fórum de Cooperação China-África) para impulsionar a cooperação.

Segundo o embaixador, Angola e a China precisam de agilizar a implementação dos consensos acordados pelos seus dirigentes num encontro decorrido no ano passado. Reforçou ser necessário trocar experiências no âmbito do desenvolvimento independente, para se encontrar em conjunto uma ordem internacional mais justa e razoável. “Vamos transformar o comércio de mercadorias na cooperação da capacidade produtiva, transformar a contratação de projectos no investimento e operação para realizar o desenvolvimento conjunto e equilibrado entre financiamento, investimento e comércio”, assegurou. Gong Tao acrescenta que a China vai suportar a coesão e os intercâmbios, e promover o entendimento entre os dois povos.

Cultura

No domínio cultural, o embaixador chinês disse que os dois países precisam de superar as barreiras linguísticas e fortalecer os intercâmbios nas áreas de educação, cultura, turismo, media e think tank (laboratório de ideias). A China vai, também, promover pesquisas para ajudar os povos dos dois países a compreender e apoiar melhor a cooperação nas áreas da política e da economia com Angola.

Angola um dos maiores parceiros

No seu discurso, Gong Tao sublinhou que Angola tornou-se o segundo maior parceiro comercial da China em África e um importante mercado de contratação deste grande asiático “A China tornou-se o maior parceiro comercial e a maior origem de financiamento de Angola”, destacou o diplomata chinês, para quem nos últimos 36 anos depois do estabelecimento das relações diplomáticas, a China e Angola tornaram-se “irmãos”. “Partilham as alegrias e sofrimentos, amigos que se apoiam reciprocamente, e parceiros que avançam de mãos dadas”, frisou.

Cooperação financeira

No âmbito da cooperação de financiamento entre os dois países, Gong Tao apontou que as empresas chinesas construíram um grande número de infra-estrutura habitacionais, de transporte, energia e água em Angola, forjando uma base sólida para o desenvolvimento económico. Disse ainda que a cooperação entre a China e Angola tornou-se um modelo de cooperação mutuamente benéfica e de desenvolvimento comum.

2019 é um ano que se reveste de um grande significado para o desenvolvimento integral e profundo das relações sino-angolanas e a elevação da qualidade e eficiência, a transformação e a actualização da cooperação bilateral”, afirmou. A Embaixada da China, em parceria com um Think Tank de Angola realizaram o primeiro seminário de cooperação China-África, durante o qual foi lançado o primeiro relatório sobre a cooperação China- Angola. De acordo com Gong, a China lidera o investimento estrangeiro directo em Angola e está gradualmente a fomentar uma série de novas capacidades de produção e novas indústrias em Angola.

China defende unidade dos países do mundo

Por outro lado, o embaixador da China defendeu que todos os países devem respeitar o caminho de desenvolvimento e cooperar mutuamente, salvaguardando a equidade e a justiça internacional, defendendo firmemente o multilateralismo e o sistema de livre comércio. “A estrutura de indústrias e a estabilidade financeira global foram afectadas.

As causas da paz e do desenvolvimento foram prejudicadas”, apontou, realçando que perante estas novas tendências e exigências internas e externas, tanto a China, como Angola, entraram numa fase crucial de transformação. Segundo o diploma, a China está a aprofundar a reforma, a expandir a abertura, e promover o desenvolvimento económico de “alta qualidade”, enquanto que Angola está a diversificar a economia, atrair investimentos internacionais, particularmente os investimentos nas indústrias de produção, a fim de se livrar da dependência excessiva do petróleo.

 

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