Pensionistas denunciam irregularidades na gestão da Caixa de Segurança Social das FAA no Bié

Mas o seu delegado, general Marques Monacapui Bassovava, recusa as acusações e diz que a instituição que dirige depende de Luanda

Um grupo de pensionistas da Caixa de Segurança Social /Forças Armadas Angolanas da província do Bié (CSS/FAA) veio a público, através de uma carta denúncia, manifestar o seu descontentamento pela forma como a instituição tem sido dirigida pelo delegado, general na reforma Marques Monacapui Bassovava. Na carta, a cuja cópia OPAÍS teve acesso, o grupo acusa o responsável de pouco ou nada favor dos pensionistas no que concerne às questões relacionadas com as pensões de reforma, sobrevivência, órfãos e viúvas. Alegam que o delegado, ele também já em idade de reforma (mais de 80 anos), não tem capacidade para dirigir uma instituição desta dimensão, tendo em conta a sua avançada idade, e é acusado como estando mais ausente do que presente. Dizem que Marques Monacapui Bassovava, apesar de trabalhar na cidade do Cuito, capital da província do Bié, é em Luanda onde mais passa tempo. Apontam-lhe ainda como estando a usar meios da empresa (carros) para actividades particulares. “É um delegado descontextualizado, ausente e muito idoso para chefiar uma delegação no contexto actual”, contestam. A carta-denúncia refere que as viúvas não recebem a pensão de sobrevivência há mais de três anos por razões desconhecidas, realçando que o delegado da instituição nunca se pronunciou sobre este assunto. Perante este ambiente, admitem que a situação para a resolução dos seus problemas afigura-se cada vez mais difícil, numa altura em que a situação agrava-se a cada dia que passa.

Cobranças

Na mesma missiva, os pensionistas denunciam também a existência de alegadas cobranças por parte de alguns chefes de repartições da Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas para a resolver casos de pensão de reforma. “Nós os pensionistas temos sido alvos de cobranças monetárias quando queremos regularizar os nossos processos ou reclamar pela demora dos mesmos”, lê-se numa das passagens da carta. Os chefes das repartições, para além de serem idosos, são também acusados de não reunirem habilitações profissionais e nem académicas para trabalharem nesta instituição, tendo em conta as exigências do funcionalismo público.

Reverter o quadro

Para reverter o quadro, os pensionistas defendem a necessidade urgente da restruturação daquela delegação, por quem de direito, para melhor servir os interesses pelos quais foi criado a nível da província. Essa reestruturação, segundo a carta, passa pela substituição incondicional do delegado provincial e dos seus principais colaboradores, por outros responsáveis que possam dar uma nova dinâmica. “Os chefes das repartições são idosos, assim como alguns chefes de secções que, para além de não reunirem qualidades, são reformados, por isso, queremos que haja mudança”, referem. Alertam que, em caso de a delegação se transformar em instituto de Segurança Social das Forças Armadas Angolana, em 2020, que “houvesse muito cuidado na seleção dos trabalhadores para verem melhorados os serviços”, diz ainÉ um delegado da a carta.

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