UNITA desmente recandidatura de Samakuva no XIII Congresso

Apesar da pressão de alguns militantes e quadros influentes do partido, o líder desta força política abandona a vida política activa depois deste conclave

Uma fonte próxima ao gabinete de Isaías Samakuva desmentiu que o alargamento da apresentação das candidaturas alusivas ao XIII Congresso resultou da possibilidade de Isaías Samakuva apresentar ainda a sua recandidatura para mais um mandato.

“ Não é verdade que o alargamento do prazo tenha a ver com uma possível candidatura do Mais Velho”, disse a fonte, recordando que Isaías Samakuva vai honrar a sua palavra de não mais se recandidatar à liderança do partido do “galo negro”. A fonte, que é membro influente do Comité Permanente da Comissão Política(CPCP), sustentou que a dilatação do prazo, para 7 de Outubro, decorre de algum atraso na disponibilização dos documentos reitores dos candidatos.

A alteração do fim da data das candidaturas, inicialmente previstas de 23 a 30 deste mês, partiu de uma decisão do Comité Permanente da Comissão Política, reunido no dia 23 deste mês, na sua 44ª sessão extraordinária, em Luanda, durante a qual apreciou questões relativas ao processo preparatório deste XIII Congresso Ordinário, a realizarse de 13 a 15 de Novembro.

Com base nesta alteração, ficou fixado para o período de 07 a 28 de Outubro, a realização das conferências comunais, municipais e provinciais. Ainda no dia 7 de Outubro, a comissão eleitoral vai lançar oficialmente a campanha eleitoral deste XIII Congresso, a decorrer sob o signo “ Patriotismo, Coesão e Cidadania”.

Confirmada pressão de militantes A fonte deste jornal confirmou a pressão de alguns militantes e quadros, sendo alguns membros influentes do Comité Permanente, sobre Isaías Samakuva, que pretendem que se recandidate, tendo em conta as eleições autárquicas e as eleições gerais, em 2020 e em 2022, respectivamente. Apesar desta pressão, segundo a fonte, Isaías Samakuva vai deixar mesmo a vida política activa após o congresso, mas continuará a dar o seu contributo de forma mais modesta.

Desmentiu também que o actual líder do partido tenha indicado o porta-voz desta força política, Alcides Sakala, como seu sucessor, ao qual daria o seu todo o apoio, em detrimento de outros candidatos.

Em entrevista recente a este jornal, a mesma fonte contestou rumores que circulavam nos corredores políticos da própria UNITA que apontavam Isaías Samakuva como estando remetido num silêncio sepulcral como forma de medir a pulsação dos seus correligionários e da opinião pública para mais uma possível recandidatura.

A mesma justificou não fazer sentido haver tantos questionamentos sobre a saída de Samakuva, sendo que ele próprio tinha manifestado num acto público que deixaria a liderança do partido após o Congresso de Novembro. Atendo-se às declarações da fonte, Samakuva tomou esta decisão depois de concluir ter dado o seu contributo enquanto presidente nestes 16 anos ininterruptos à frente da UNITA.

Reiterou que o líder da UNITA reforçou esta sua posição em várias ocasiões, tanto dentro do partido como no seio familiar, não só pelo tempo em que lidera a UNITA, mas também devido à sua avançada idade(73 anos) completados em Julho do ano em curso.

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