Ano agrícola termina com deficit de 57 mil toneladas em Benguela

A campanha agrícola 2018/2019 registou uma produção de 390.852 toneladas de produtos diversos, das 447 mil e 659 inicialmente previstas, informou esta Segunda-feira o chefe do departamento provincial da Agricultura Pecuária e Pescas, Gabriel Martinho, confirmando um défice de 66 mil e 807 toneladas de produtos

Em declarações à Angop, o responsável afirmou que esta produção representa uma redução de 13 por cento das previsões iniciais, mas que o sector teve mais áreas cultiváveis em relação à campanha anterior, tendo sido aproveitados 15.667 hectares (mais 1.4 por cento em relação a anterior época), o que não se reflectiu na produção devido, entre outros factores, à irregularidade das chuvas e às pragas.

Em relação à produção, frisou que o milho teve um rendimento de 113.750 toneladas, a massambala 7.468 toneladas, o feijão 14.059 outras, a ginguba com 2.620, mandioca com uma produção de 46.375 (tn), batata-doce 48.666 (tn), 34.579 de hortícolas, 120 mil toneladas de ananás, dentre outros. Referiu que a agricultura na província é essencialmente de tipo sequeiro, mais dependente da chuva, embora existam muitos recursos hídricos cujas águas perdem-se na foz (no mar), sem aproveitamento agrícola, deixando a agricultura muito dependente das precipitações.

Na primeira época (de Outubro a Fevereiro, quando se registam as primeiras chuvas), apontou o responsável, as precipitações foram irregulares e na maioria dos municípios as chuvas tiveram apenas início em Novembro. Gabriel Martinho disse, sobre as O sector da Educação no município do Londumbali, província do Huambo, precisa de 507 novas salas de aula, correspondentes a 72 escolas, para albergar as seis mil e 745 crianças que estão sem estudar por insuficiência de infra-estruturas de ensino.

O facto foi dado a conhecer nesta Segunda-feira pelo administrador deste município, Celestino Mela, durante a IX sessão ordinária do Governo da província do Huambo, que foi presidida pela governadora local, Joana Lina. Na ocasião, referiu que o município do Londuimbali, cuja sede está localizada a 97 quilómetros da cidade do Huambo, conta apenas com 18 escolas, que fomam um universo de 78 salas aulas, onde estudam 55.519 alunos, distribuídos em 47 mil e 500 no ensino arterial, com mil e 390 casos.

O sector da acção social, nesta municipalidade, cuida de dois mil e 50 idosos, 757 deficientes diversos e 26 mil e 466 famílias vulneráveis, bem bom 88 antigos combatentes, com subsídios mensais. Com uma extensão territorial de dois mil 698 quilómetros quadrados e uma população estimada de 158 mil e 801 habitantes, que vivem nas comunas do Alto-Hama, Cumbila, Galanga, Sede e Galanga, e fazem da agricultura familiar a principal fonte de renda no município, localiza- se o ponto mais alto de Angola, o Morro do Moco, com dois mil e 620 metros quadrados de altitude, por sinal uma das Sete Maravilhas de Angola.

Além deste morro, conta também com o Morro Luvili, tido como segundo monolítico do mundo e um área de 217 mil hectares de terras agricultáveis e 30 fazendas, 14 das quais operacionais.  estão a beneficiar desta iniciativa do Governo, com objectivo de desencorajar o absentismo dos alunos no processo de ensino. Saúde No domínio da Saúde, o gestor municipal informou que a localidade conta com dois hospitais, quatro centros e 11 postos médicos, assegurados por 359 trabalhadores, dez dos quais médicos, 256 enfermeiros, 12 técnicos de diagnóstico eterapêutico, 69 de apoio hospitalar e outros indispensáveis no sistema de sanitário.

O administrador disse ainds que, entre as doenças mais frequentes destacam-se a malária, com 12 mil e 903 casos registados, de Janeiro até ao momento, doenças respiratórias agudas (11.711), diarreicas agudas (15.416), febre tifóide (mil e 378) e hipertensão precipitações, que, para se ter uma boa safra de milho, principal produto da dieta alimentar da região, seriam necessários 600 milímetros de precipitação, com boa regularidade nas regiões produtoras. “Não basta apenas que haja chuvas, mas que essas quedas de água correspondam aos interesses dos produtores, uma vez que o milho tem um ciclo de três a quatro meses, dependente da sua variedade e se os 600 milímetros caírem em apenas dois meses, já se torna difícil a sua recuperação, daí a importância de uma razoável regularidade das precipitações”, defende.

Apesar de ter já experimentar de algumas acções de exportação, o responsável admitiu que, nesta campanha, não há registo de alguma acção do género, porém, com a subida do nível freático no vale do Cavaco, devido à reabilitação da barragem do Dungo, a montante, que tem estado a alimentar cerca de seis mil hectares de área produtiva, é provável que no futuro se retome as exportações.

Camponeses recebem adubo na Ganda

Camponeses da cooperativa agrícola do Ndende Jongolo, na comuna do Casseque, município da Ganda (Benguela), receberam, nos últimos dois dias, 10 toneladas e 850 quilogramas de adubo (NPK 12-24- 12), doados pela BP – Angola para o desenvolvimento da produção agrícola na região. Distribuídos pela ONG Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) antena – Benguela, no quadro da implementação do projecto “Grande Plutónio”, financiado pela BP – Angola, a oferta visa incentivar os camponeses a incrementarem a produção.

Criada há cerca de 10 anos e com 145 associados, a cooperativa agrícola do Ndende Jongolo tem estado engajada na preparação de terras numa área de mil e 700 hectares para produção de diversos produtos como milho, feijão, sorgo (massambala), mandioca, ginguba, cana- de-açúcar e outros. A Angop apurou que, estando já na época de cultivo, o sector da agricultura e desenvolvimento rural na Ganda ainda não dispõe de fertilizantes, sementes e outros inputs agrícolas para distribuir aos camponeses, com vista a um maior engajamento da actividade produtiva. ANGOP

error: Content is protected !!