Hoje é o dia da proclamação da República Popular da China

Os preparativos desta celebração já leva algum tempo, e o tónico tem sido posto na revisitação do caminho por Mao Zedong e companheiros, até aos feitos do momento

O chinês decretou uma jornada sem trabalho de três dias, de ontem 30 de Setembro até amanhã dois de Outubro e ordenou o encerramento de todos serviços, à excepção dos de restauração. Ontem, por exemplo, a cidade registou algum congestionamento atribuído à efeméride. Mas ontem pôde também ver-se algum movimento de pessoas em busca de restaurantes e outras que aproveitaram o dia da República para umas curtíssimas visitas aos países vizinhos.

Embora os chineses sejam muito apegados aos seus símbolos, este ano há muitas bandeiras a despejar das instituições públicas e não só, assim como as tradicionais lanternas vermelhas, além da publicidade estática nas ruas da cidade de Beijing e Jinan, na província de Shandong, onde esteve a convite dás autoridades chinesas um grupo de jornalistas africanos, asiáticos e latino-americanos que participaram nos programas de estudo, trabalho e contacto com a realidade chinesa.

Ontem, foram levados a visitar, por duas horas, o Salão de Exposições Internacional de Beijing, onde puderam perceber o percurso da China desde a Longa Marcha. A estrutura do salão vale pelo valor das fotos a preto e branco, em que o destaque é claramente o de Mao, na liderança da Revolução chinesa, e também algumas imagens áudio-visuais em que ele era acolhido com júbilo pelas gentes dos lugares em que passou durante a epopeia republicana.

Desse período, ressalte-se a exposição dos pertences e outros meios usados pelo líder chinês, como móveis, utensílios domésticos, a bicicleta ou ainda o candeeiro “prtromax”. O acto da proclamação da independência defronte à cidade proibida está registado em suporte audio- visual e ouvem-se as salvas de canhão disparadas por soldados do Exército Popular de Libertação da China, seguidas de uma ovação dos presentes no local.

Portanto, a História da República não omite Mao e ela é conhecida pelas gerações mais novas, porque é ensinada nas escolas.

Da libertação do colonialismo imperial japonês ao boom económico Se não há, entre os chineses, a renegação de Mao pelo preço da sua Revolução Cultural, pelo valor intrínseco da libertação do domínio colonial, muito tem que se celebrar o milagre iniciado com Deng Xiaopong, que não sucumbiu ao impactos dos ventos da mudança na Alemanha e, por efeito de cascata, em todos os países socialistas europeus, pelo modo como admitiu a coexistência do capitalismo com o socialismo de características chinesas.

“Não importa a cor do gato, desde que cace ratos”, dizia Xiaoping para justificar a necessidade dessa coexistência “ antagónica” Segundo a cicerone da visita, Xiaoping reformulou a economia e começou por construir zonas económicas especiais abertas ao investimento de grandes multi- nacionais, com garantias irresistíveis para qualquer investidor. Assim nasce a cidade de Shenzhen, Zuhai e outras consideradas o milagre de Xiaoping que contagiou todo o território e que, em 40 anos não só, não se desfez da característica agrária da sua economia e progrediu em todos os campos, superando-se a si mesma, deixando os arqui-rivais com algum nervosismo, sendo disso sinal a guerra comercial com os EUA, ou mesmo a insinuação deste país para que seja renegociado um novo Tratado de não Proliferação Nuclear que inclua a China…

Premonição napoleónica?

Pois assim pensava o prisioneiro mais famoso da ilha de Santa Helena, o imperador francês Napoleon Bonaparte.ao prever que, quando a China acordasse do seu histórico sono, o mundo haveria de tremer.

A sua condição de soldado, referiase ao número de que podia reunir para uma guerra naque tempo. Se vivênciasse os factos da actualidade, talvez desse também um vinho economico, pois é uma verdadeira batalha de níqueis

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