Londumbali precisa de 507 novas salas de aula

sector da Educação no município do Londumbali, província do Huambo, precisa de 507 novas salas de aula, correspondentes a 72 escolas, para albergar as seis mil e 745 crianças que estão sem estudar por insuficiência de infra-estruturas de ensino.

O facto foi dado a conhecer nesta Segunda-feira pelo administrador deste município, Celestino Mela, durante a IX sessão ordinária do Governo da província do Huambo, que foi presidida pela governadora local, Joana Lina. Na ocasião, referiu que o município do Londuimbali, cuja sede está localizada a 97 quilómetros da cidade do Huambo, conta apenas com 18 escolas, que formam um universo de 78 salas aulas, onde estudam 55.519 alunos, distribuídos em 47 mil e 500 no ensino primário, cinco mil e 426 no I ciclo, mil e 471 no II ciclo, enquanto mil e 122 frequentam aulas de alfabetização.

Estas infra-estruturas, acrescentou, contam com o suporte de 74 escolas comunitárias, 160 salas de aula, sendo que as aulas são ministradas por 945 professores. Referiu que esta é uma situação que se pretende ultrapassar, daí os esforços desta administração para que mais projectos neste domínio sejam incluídos no OGE para 2020. Sobre a merenda escolar, Celestino Mela disse que mil e 581 aluno estão a beneficiar desta iniciativa do Governo, com objectivo de desencorajar o absentismo dos alunos no processo de ensino.

Saúde

No domínio da Saúde, o gestor municipal informou que a localidade conta com dois hospitais, quatro centros e 11 postos médicos, assegurados por 359 trabalhadores, dez dos quais médicos, 256 enfermeiros, 12 técnicos de diagnóstico eterapêutico, 69 de apoio hospitalar e outros indispensáveis no sistema de sanitário.

O administrador disse ainds que, entre as doenças mais frequentes destacam-se a malária, com 12 mil e 903 casos registados, de Janeiro até ao momento, doenças respiratórias agudas (11.711), diarreicas agudas (15.416), febre tifóide (mil e 378) e hipertensão arterial, com mil e 390 casos. O sector da acção social, nesta municipalidade, cuida de dois mil e 50 idosos, 757 deficientes diversos e 26 mil e 466 famílias vulneráveis, bem bom 88 antigos combatentes, com subsídios mensais.

Com uma extensão territorial de dois mil 698 quilómetros quadrados e uma população estimada de 158 mil e 801 habitantes, que vivem nas comunas do Alto-Hama, Cumbila, Galanga, Sede e Galanga, e fazem da agricultura familiar a principal fonte de renda no município, localiza- se o ponto mais alto de Angola, o Morro do Moco, com dois mil e 620 metros quadrados de altitude, por sinal uma das Sete Maravilhas de Angola. Além deste morro, conta também com o Morro Luvili, tido como segundo monolítico do mundo e um área de 217 mil hectares de terras agricultáveis e 30 fazendas, 14 das quais operacionais.

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