XI Jinping, disse que nenhuma potência pode mais parar a nação e o chineses na sua marcha

O líder chinês falava na abertura das celebrações dos 70 anos da Fundação da República Popular da China. O gigante asiático mostrou o seu músculo militar, mas falou também de paz e de progresso social

Para o Presidente Xi Jinping, a China e o seu povo fizeram nos últimos tempos progressos que espantaram o mundo. Para o efeito, ontem, perante milhares de pessoas, no acto central do Dia Nacional da China, sublinhou a importância de aplicar o socialismo com características chinesas, enfatizando a aplicação da teoria e da linha política traçada pelo partido.

“No nosso caminho para o futuro, devemos exaltar os princípios da reunificação pacífica e o sistema ‘um país dois sistemas’, mantendo a estabilidade e prosperidade em Hong Kong e Macau, promovendo pacificamente o desenvolvimento e unindo todos os filhos da mãe China”, disse o estadista chinês. Reconheceu que o estado em que se encontra o país, 70 anos após a proclamação da Independência por Mao Tsé Tung, resultou do trabalho árduo dos seus filhos e filhas.

Por esta razão, felicitou a todos, quer estejam dentro ou fora, por mais este aniversário da Constituição da RPC. No plano internacional, voltou a reiterar a necessidade de trabalhar para a construção de uma comunidade de futuro compartilhado com todos os povos do mundo. Desfile militar muito ovacionado Na qualidade de chefe supremo dás Forças Amadas, Jinping assistiu ao desfile das tropas de armas e serviços de terra, mar e ar, demonstrando as capacidades militares do seu país para defender a sua soberania.

Pediu mesmo ao exército para manter sempre o seu propósito, natureza e carácter de força armada do povo, para cumprir as missões de defesa do país e participar na promoção da paz mundial. O desfile militar foi seguido por outro, muito ovacionado, de cidadãos trajados à paisana, entre os quais veteranos da pátria que desfilaram em carripanas.

Todos os segmentos etários e sociais estiveram representa- dos, com realce para os desportistas, que recentemente conquistaram medalhas em competições internacionais. Também passaram pela Avenida Chang’an carripanas com os rostos dos cinco Presidentes, quatro que já governaram e o que governa a China, seguindo- se a representação dos seus principais feitos. XI Jinping, seguramente, alcançou grandes proezas na esteira do que haviam proposto Xiaoping e os seus sucessores. Estiveram na tribuna os antigos presidentes Hu Jintao e Jiang Zemin.

A última carripana do desfile tinha uma plataforma (flor) enorme com outras flores várias, que parou diante da tribuna para saudar os presente e, de repente, milhares de pombos foram soltos, seguidos de balões de várias cores. À volta da carripana crianças tocavam uma música, enquanto outras brincavam, contagiando toda a plateia que gritava, arrancando mesmo muitas lágrimas durante a entoação do hino nacional. E assim ficou o recado: “queremos paz, amor e felicidade mas vamos nos defender”.

Lourenço felicita a China

Numa carta enviada ao seu homólogo chinês, o Presidente angolano, João Lourenço, diz ter “a honra de felicitar o Povo e o Governo chinês” e, acrescenta “Vossa Excelência, em nome do Povo e do Executivo angolano e em meu nome próprio”, pela celebração do septuagésimo aniversário do Dia Nacional da República Popular da China.

A celebração desta efeméride, diz o Presidente angolano, “ilustra as grandes realizações conseguidas pelo povo chinês ao longo destas sete décadas em que a China alcançou altos níveis de desenvolvimento, em domínios fundamentais da vida do Vosso país”.

Mais adiante, João Lourenço, diz: “Temos um grande apreço pelo papel construtivo que a China desempenha como factor de paz e estabilidade no plano internacional e o de impulsionador do progresso e desenvolvimento de outras nações ao nível mundial”, para finalizar a expressar o desejo “de aprofundar continuamente as relações de amizade e de cooperação existentes entre os nossos dois países”, com a certeza de que “os passos que formos dando nesse sentido, contribuam para a intensificação dos benefícios mutuamente vantajosos”.

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