Gregos marcham contra planos de reforma de novo Governo

O governo grego pretende mudar regras sobre como as greves podem ser declaradas, permitir alterações em acordos salariais coletivos e criar um registo de sindicatos

Trabalhadores do sector privado da Grécia deixaram os seus postos nesta Quarta-feira (2) e marcharam pelas ruas de Atenas para protestar contra reformas trabalhistas planeadas pelo novo Governo conservador –segundo os manifestantes, elas enfraquecerão os sindicatos e limitarão o seu direito de entrar em greve. Navios ficaram atracados nos portos, comboios ficaram parados e serviços bancários foram interrompidos durante a greve de 24 horas, a segunda paralisação nacional numa semana.

Sindicatos do sector público fizeram greve contra reformas trabalhistas na semana passada e interromperam o trabalho durante algumas horas nesta Quarta-feira (2). Milhares de professores, trabalhadores de media e dos bancos, empregados municipais e portuários, pensionistas e estudantes marcharam pacificamente até ao Parlamento perto do meio-dia. regras sobre greves O Governo do primeiro-ministro do país, Kyriakos Mitsotakis,

pretende mudar algumas regras básicas sobre como as greves podem ser declaradas, permitir algumas alterações em acordos salariais coletivos e criar um registo de sindicatos, que por sua vez acusam o Governo de tentar controlá-los ou enfraquecê-los. Os sindicalizados que convocaram a greve estão alienados da realidade, disse Mitsotakis, e as propostas governamentais foram concebidas para tornar a tomada de decisões sobre ações industriais mais inclusiva. “Mais uma vez, os poucos em greve estão a incomodando os muitos, a maioria”, escreveu Mitsotakis numa postagem numa rede social.

Nos últimos anos, o comparecimento às manifestações foi baixo, principalmente devido à fadiga de anos de uma crise que levou a três pacotes de socorro financeiro internacional em troca de cortes nas pensões e salários, aumentos de impostos e reformas trabalhistas impopulares.

 

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