PGR solicita denúncia sobre descaminho do dinheiro do PIIM

O inspector chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR), Luciano Cachaca, instou hoje, Quinta-feira, no Sumbe (Cuanza-Sul), aos cidadãos a denunciar o descaminho do dinheiro atribuído às administrações municipais, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM)

O PIIM atribuiu para a execução de projectos socioeconómicos, nos 12 municípios da província do Cuanza- Sul, 35 bilhões 256 milhões 291 mil 623,93 kwanzas, dos quais um bilhão 373 milhões 365 mil 413 kwanzas já estão disponíveis. Falando numa palestra sobre a “Probidade pública e prevenção à corrupção no âmbito do PIIM”, o magistrado apelou aos administradores municipais no sentido de serem implacáveis com aqueles que continuarem a usar os recursos do Estado destinados a melhorar a vida da população, para fins inconfessos. Para si, o papel fiscalizador da PGR não pode ser entendido como perseguição a indivíduos.

Luciano Cachaca afirmou que o Governo pretende mudar radicalmente o estado de coisas negativas, fazendo um combate cerrado ao fenómeno corrupção, de modo a mudar a mentalidade dos gestores da coisa pública. “A PGR vai manter contacto com o Ministério das Finanças e a Inspecção Geral do Estado para prevenir este tipo de crime”, avançou. Na abertura do certame, o governador do Cuanza-Sul, Job Capapinha, disse que o seu trabalho está igualmente virado para a legalidade, moralidade, imparcialidade e a probidade pública dos gestores.

Ainda em relação ao combate à corrupção, no Cunene, a vice- governadora local para o sector Político, Social e Económico, Soraya Mateus Kalongela, realçou, ontem, que este programa permite criar bases aos gestores públicos para melhor servir a colectividade. Ao intervir na cerimónia de abertura da conferência sobre “Probidade pública, prevenção e combate a corrupção”, a responsável referiu que estas abordagens visam as boas práticas, em cumprimento da lei e da gestão da coisa pública, para benefício dos cidadãos. “Precisamos ter a cultura de denunciar os actos ilícitos para resgatarmos a boa imagem do servidor público que há muito tempo anda desviado, traduzido na busca dos interesses dos angolanos e da nossa governação”, apontou.

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