Futuros professores do Léua “bem servidos” profissionalmente

o responsável louvou a entrada em cena do PAT II, ao qual confia a capacitação profissional dos candidatos que passarem no teste

Por:Alberto Bambi

 O coordenador das Zonas de Influência Pedagógica (ZIP) do município do Léua, província do Moxico, Bernardo Chiliho Manuel, considerou de felizardos os candidatos que, por via do concurso público, forem admitidos pelo Ministério da Educação, uma vez que, segundo ele, começarão a trabalhar em 2020, altura em que acontece o chamado Reforço do Projecto Aprendizagem para Todos, em curso em Angola, e teoricamente o arranque do PAT II.

“Os contemplados serão felizardos porque, com esses dois instrumentos, será possível o refrescamento rápido daqueles que já possuem agregação pedagógica adquirida numa escola ou instituto de formação de professores, assim como a capacitação reforçada daqueles que fizeram outras formações do nível médio ou superior e possuem instrução primária resultante de mini-cursos de pedagogia, ministrados por centros de formação vocacionados para tal”, disse o coordenador, realçando que as possibilidades de eles não se irem profissionalizando é muito reduzida.

Bernardo Chiliho assegurou dizendo que, enquanto o primeiro processo a desencadear-se pelo PAT, do final de 2016 a 2020, se preocupou mais em superar as lacunas identificadas nos métodos de actuação do educador na sala de aulas, o PAT II terá uma programação formativa mais abrangente, de tal forma que, além dos professores, tais serviços poderão rapidamente contemplar os gestores, supervisores e inspectores escolares. O entrevistado evocou razões assentes na melhoria da gestão escolar , sob experimentação de práticas recomendáveis, para dizer que o futuro professor terá apoio de formação contínua até mesmo da direcção da escola, porque todos os intervenientes do processo de ensino e aprendizagem terão como meta garantir um serviço profissional que resulte numa apurada qualidade de ensino.

“Aqui se deve entender por ensino a transmissão, aprendizagem e partilha de conhecimentos, porque só desta forma, é possível encarar a actividade lectiva como sendo da responsabilidade de todos os agentes envolvidos na educação”, detalhou. Para o coordenador da ZIP no Léua, o Ministério da Educação não deve largar a responsabilidade de criar programas que visem cada vez mais capacitar o docente, pelo facto de ser por via destes imputs que se pode alcançar melhores resultados no sector.

Embora tenha classificado como exíguo o número de vagas disponibilizado pelo órgão reitor do ensino para a província do Moxico, Bernardo Chiliho louva aquela que denomina de façanha obtida pelo MED que, de acordo com o próprio, está a primar por ter um concurso público por ano, ao ponto de dizer que, com essa dinâmica, os problemas poderão resolverse paulatinamente. “Deram-nos apenas 489 vagas. Os municípios do Moxico são grandes e têm um deficit de docentes e de escolas muito grande, ao ponto de numa turma do ensino primário no Léua ter mais de 60 alunos, um quadro que se vai agravando, à medida que se caminha para as zonas mais a Leste da província”, declarou, referindo-se aos municípios de Lumege-Cameia, Luacano, Luau e Alto Zambeze, onde, segundo ele, o número pode ultrapassar uma centena de crianças.

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