MPLA reforça combate à bajulação e à corrupção

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, instou, no Sábado, 5, quando presidia à assembleia de militantes na cidade do Huambo, a sociedade angolana a apoiar o programa do MPLA de combate à bajulação e à corrupção. A segunda figura da estrutura do MPLA sustenta que o futuro das novas gerações depende das boas práticas de governação

Por:Constantino Eduardo, enviado ao Huambo

Dirigindo-se a membros do secretariado do Bureau Político, deputados à Assembleia Nacional, militantes, amigos e simpatizantes, no pavilhão gimno desportivo do Atlético do Huambo, Luísa Damião reconheceu o trabalho que a sua agremiação política ainda tem pela frente, mormente na melhoria das condições sociais, mas manifesta-se optimista de que, com o apoio da sociedade, o MPLA vai ultrapassar os problemas que ainda afligem a população.

A responsável encabeçava uma delegação de alto nível do seu partido no Huambo e sublinhou que, com a conquista da paz e a instauração da democracia, sobre a sociedade pesa a responsabilidade de pensar na contínua criação de condições, de modo a conferir mais saúde às populações, “mais educação, energia, mais água e mais apoio à agricultura familiar e mais empregos, com o concurso do sector privado”, justificando que o Governo, por si só, não é capaz de satisfazer a demanda.

Na visão de Luísa Damião, para que os camaradas cumpram os projectos constantes nos instrumentos políticos com os quais se apresentaram e conquistaram o eleitorado, urge a necessidade de os agentes da Administração Pública sujeitarem-se ao escrutínio da sociedade e abraçarem as boas práticas de gestão. “Não podemos também esquecer que houve, e há ainda, milhares de cidadãos que serviram e servem a Administração Pública com honra e altruísmo. E esses são a esmagadora maioria”, sublinha. Consciente de alguns desafios da agremiação política, a vice de João Lourenço no partido diz ter “a plena consciência de que o combate à corrupção e à impunidade é difícil, é complexo, mas tem de ser travado com o rigor necessário e o sentido patriótico, sempre nos marcos da Constituição e da lei, custe o que custar”, adverte a número 2 da estrutura central do “M”.

Entretanto, na sua qualidade de sustentáculo do poder em Angola, encoraja o Executivo a continuar a empreender esforços na implementação de reformas destinadas à promoção de uma economia sustentável apoiada no Programa de Desenvolvimento Nacional/2018- 2022. MPLA “corre” atrás das autarquias No quadro do processo de institucionalização das autarquias locais, a vice-presidente do MPLA defende a necessidade de o partido se preparar para conseguir o maior número possível de câmaras. “As nossas estruturas de base já sabem o que devem fazer. Com rigor e dinamismo, unidade e disciplina, devemos continuar a afinar a nossa máquina”. De acordo com a alta dirigente, a aposta no rejuvenescimento no seio do partido é contínua e necessária, para o combate político do “presente e do futuro”.

Sobre este assunto, a 1ª secretária do Comité Provincial do Huambo e governadora do Huambo, por seu lado, diz que a sua circunscrição está empenhada a trabalhar de modo a que tenha bons resultados nas eleições autárquicas. Joana Lina, que também interveio no acto político de massas, no pavilhão gimno desportivo do Atlético do Huambo, frisou que está a definir estratégias que visam a preservação das conquistas até aqui alcançadas na província que dirige. “O MPLA está firme, o MPLA está presente. Todos os que por aqui passam sentem isso”, garante.

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