Carta do leitor:O primeiro ofício do mundo em alta

Fernanda Costa
Luanda

 

Caro director do jornal OPAÍS Mando-lhe este E-mail para que publiquem na página Carta do Leitor, onde nós que não somos jornalistas também podemos falar das nossas coisas e daquilo que vivemos no dia a dia. Não sei se é problema da crise, embora seja uma coisa que existe desde sempre e agora só parece que aumentou muito. No nosso país parece que aumentou a prostituição. Quem passa em certas zonas destas novas áreas da cidade de Luanda, principalmente quando a noite chega, vê muitas mulheres à beira da estrada. Algumas parece que esperam por táxi ou boleia, mas não. Estão em trabalho. Mas no centro de Luanda também. Aliás, agora quase já não há uma cidade em Angola sem prostitutas. Até mesmo no Cuito e no Namibe desconfio que há. Também há uma outra curiosidade, é que parece que o negócio é muito bom e lucrativo, porque parece que há mais estrangeiras do que angolanas nesta vida. Estrangeiras de todas as partes, umas nas ruas outras nas casas. Então eu pergunto: se nós já temos mais mulheres do que homens, se ainda vêm mais estrangeiras para esta vida, como é que ficam as mulheres angolanas? Temos de ver isso, porque os homens vão gastar dinheiro e tempo com estas estrangeiras da vida e as angolanas ficam assim sem nada? Os políticos falam muito em muitas coisas, mas nunca os vi a falar sobre este assunto. Aqui também têm de defender os interesses das mulheres angolanas. É bom verem isso, porque a prostituição nunca vai acabar, mas também não precisa de ser muita. E acho que afinal não há tanta crise assim, se este negócio também traz “expatriadas” para o nosso país.

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