História de “Heroínas Angolanas” regressa aos palcos e chega a Cabo-Verde

Trata-se da peça “Esquadrão Kamy”, a mesma regressa aos palcos de Luanda, nos meses de Outubro e Novembro, e conta ainda com a exibição prevista na 25ª edição do Festival Internacional de Mindelo, em Cabo-Verde

Por:Jorge Fernandes

Protagonizada pelas actrizes Naed Branco, Sophia Buco, Carina Sousa, Rosa Cavela, Nelma Nunes, a peça volta a estar em cena nos dias 26 e 27 (Academia BAI), 30 e 31 de Outubro (Memorial Dr. António A Neto), em Luanda e a 15 de Novembro, em Cabo Verde, no palco do Festival Internacional de Mindelact (Midelo) 2019, em Cabo-Verde. A peça “Esquadrão Kamy” reporta ao passado e à história da participação das nacionalistas Deolinda Rodrigues de Almeida, Irene Cohen, Lucrécia Paim, Engrácia dos Santos e Teresa Afonso, na luta contra o colonialismo e a sua incorporação, como combatentes, no Esquadrão Kamy, uma coluna guerrilheira treinada em 1966. O Esquadrão Kamy, como recorda o encenador Flávio Ferrão, era treinado por internacionalistas cubanos, cuja missão era levar reforços da fronteira do Congo até à I Região Político-Militar no interior de Angola. Porém, o acto não foi bem-sucedido.

As guerilheiras foram presas nos arredores da pequena vila de Kamuna e posteriormente assassinadas, a 2 de Março de 1966, data que passou a ser consagrada o Dia da Mulher Angolana. O objectivo da peça, defende o encenador, é levar o público a entender, pelo teor dramático, o que aconteceu na odisseia de regresso ao Congo, depois da tentativa fracassada de entrar no interior de Angola. O espectáculo procura criar uma reflexão em torno da valorização do esforço abnegado das valentes heroínas, que deram um grande contributo para o país ser livre, unido e independente. Resultante de uma produção da empresa Bucos Produções.

Personagens

Vale ressaltar que Sofia Buco, que é amante e experiente em palco e televisões, interpreta o papel da nacionalista Deolinda Rodrigues. A actriz Naed Branco, também rainha dos palcos de teatro, dá vida ao personagem da heroína Lucrécia Paim. Já Zoé Silva, também com um caminho percorrido no teatro, encarna a personagem de Engrácia dos Santos. Enquanto Lia Carina de Sousa Monteiro, que faz o seu debut no teatro, interpretou Irene Cohen. Igualmente, Ailsa Renata Gota Conceição de Sousa desempenha a personagem da nacionalista Teresa Afonso. Saliente-se que a peça estreiou este ano e já foi exibida em várias ocasiões, no palco da Casa das Artes, em Luanda.

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