População afectada pela seca sobe para mais de 200 mil na huíla

A população afectada pela seca na província da Huíla com necessidades alimentares subiu de 173 mil para 206 mil e 12, com a chegada de pessoas provenientes do Namibe e do Cunene, sobretudo pastores que procuram zonas de pasto para o gado nos municípios dos Gambos e Matala. A informação foi avançada ontem, Terça-feira, no Lubango, pela coordenadora-adjunta da Comissão Provincial da Seca, Mariana Soma, afirmando que grande parte das pessoas que migrou veio dos municípios do Virei (Namibe), Curoca e Ombandja (Cunene). Todos eles estão concentrados no Vale do Chimbolelo (Gambos) que acolhe 36% do total de pessoas afectadas pela seca na província.

O município dos Gambos conta com 77 mil e 237 pessoas afectadas pela seca, incluíndo os imigrantes, uma localidade que tem uma população estimada, de acordo com as projecções do INE para este ano, de 92 mil e 464 habitantes. Fez saber que a Comissão Provincial da Seca na Huíla prestou apoio, até ao momento, a 79 mil e 100 sinistrados na província da Huíla, com a distribuição de 730 toneladas de bens alimentares diversos e 61 de produtos higiénicos, vestuários e calçados. A população afectada, segundo a comissão, precisará, mensalmente, de 200 toneladas de bens alimentares. As zonas afectadas pela seca são os municípios do sul da província como os Gambos, Chibia, a zona sul da Matala (comuna do Mulondo), Jamba (Tchamutete), Quilengues e as fronteiriças do Lubango, Cacula, assim como algumas regiões do Quipungo e Humpata.

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