Tribunal iliba historiador Carlos Pacheco

“É assunto para debate académico”, diz o tribunal sobre queixa da família Neto contra Carlos Pacheco pelo livro “Agostinho Neto, o Perfil de um Ditador” .

O historiador Carlos Pacheco foi ilibado no processo que lhe tinha sido movido em Portugal pela família de Agostinho Neto, primeiro Presidente de Angola.

Em carta, dando conta do facto e que será publicada na íntegra na edição de OPAÍS desta Quinta-feira, Pacheco descreve o percurso do processo e queixa-se do tratamento que teve da comunicação social angolana.

Eis alguns extratos da carta: […] não foram recolhidos indícios suficientes da autoria dos factos que constituem crime particular pelo arguido Carlos Pacheco, designadamente do crime de ofensa à memória de pessoa falecida, por se considerar que a conduta está justificada nos termos do disposto no artigo 180.°, n.° 2 do Código Penal”.

É curial registar que na sessão instrutória do dia 19 de Setembro último (no Tribunal de Loures – Portugal) o Ministério Público reafirmou a sua posição já selada em autos anteriores: o livro Agostinho Neto, o Perfil de um Ditador não só se contorna pelo seu valor intrínseco enquanto análise histórica bem documentada, mas como obra que, sujeita naturalmente a críticas e a censuras, deve ser apreciada e debatida em fóruns próprios que são as universidades e os centros de pesquisa especializados.

error: Content is protected !!