Comissão de pais contribui para dedicação dos professores do Luau

Criada para interacção, sugestão e participação em processos de observação, emenda, correcção e observação, além de avaliação do processo de ensino aprendizagem, a comissão de pais e encarregados de educação, na versão do Projecto Aprendizagem para Todos, está a obrigar os professores a dobrarem esforços para assegurarem todo e qualquer tipo de informação, a fim de os fornecerem a essa classe de agentes da educação, de modo a consolidarem o acompanhamento dos filhos

Por:Alberto Bambi

O coordenador do centro de recursos afecto ao Projecto Aprendizagem para Todos (PAT) no município do Luau, província do Moxico, Job Cayombo, admitiu que a Conselho das Escolas da ZIP (CEZ), composto essencialmente por pais e encarregados de educação dos alunos de escolas primárias, está a submeter os docentes deste nível a multiplicarem o esforço no cumprimento de selecção de informação que facilitam o acompanhamento das crianças.

“O perfil traçado pelo PAT atribui aos encarregados uma envolvência maior, se comparado ao antigo paradigma que, muitas vezes, colocava os pais na condição de meros ouvintes das preocupações de direcções de escolas e de professores, pois, eles, por si só, têm autoridade para identificar e resolver problemas, propondo, inicialmente, reuniões com os funcionários de estabelecimentos de ensino, autoridades tradicionais e religiosas e com outros intervenientes das comunidades em que vivem com os seus educandos”, disse o coordenador.

Job Cayombo referiu que, de modo particular, no seu município, os elementos que compõem a CEZ não têm descansado, quando o assunto é melhorar a qualidade do funcionamento do sector em causa, ao ponto de estarem a mexer com a sensibilidade dos educadores, chamando-lhes a atenção para se empenharem na reunião de dados que elevem os encarregados a terem informações seguras sobre os alunos. Por outro lado, considerou que a permeabilidade dos funcionários das escolas primárias aos apelo dos integrantes da Conselho das Escolas da ZIP costuma a permitir que os docentes melhorem as suas performances, sobretudo naquilo que tem a ver com a relação entre a escola e a comunidade, como fez questão de referir o próprio, para quem o entendimento entre as duas partes constitui um factor de superação constante das próprias crianças.

“Entre os pormenores mais reclamados pelos encarregados da CEZ constam os atrasos ou faltas dos professores, avaliações duvidosas, conversas exageradas com os alunos cujos temas são referentes à reclamação de salários e outras carências que nunca deviam chegar ao conhecimento do estudante”, detalhou Job Cayombo, tendo aconselhado aos seus colegas de profissão para se pautarem por uma conduta mais discreta. Na aversão ao protagonismo dos pais, segundo avançou o entrevistado, os mesmos estão disponíveis a ouvir as críticas dos professores, ao ponto de as considerarem como um elemento importante para o trabalho com duplo alvo. “Da mesma maneira que trabalham para melhorar o desempenho do docente, também se esforçam para corrigir e aperfeiçoar as suas responsabilidades no que toca ao acompanhamento dos filhos”, aludiu Job Cayombo.

Dados devem ser apurados

Ao se debruçarem sobre os métodos que utilizam para provar a veracidade das problemáticas que identificam, Filomena Cutchicautingo, Eurico Domingos Miji e Elias António Jamba defenderam que, antes de anunciarem os problemas colhidos, partem para uma conversa prévia com os professores, de modo a fazerem ligação dos factos. “Normalmente, encontramos um paralelismo com a nossa base de partida”, disse Eurico Miji, com quem, rapidamente, concordaram os outros dois encarregados integrantes do CEZ. Já Inês Rebeca Jaime e Kakweji Chiteca mostraram-se preocupados com a superlotação das salas, de quando em quando, apresentada pelos professores como a razão de certos insucessos na sala de aula.

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