Delinquência e gravidez precoce levam 1418 estudantes a abandonar a escola no Kilamba Kiaxi

Mil e quatrocentos e dezoito estudantes abandonaram a escola neste ano lectivo no município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, por mudança de residência, gravidez precoce e delinquência juvenil, informou a directora municipal da Educação Noémia Canoquela.

 Com ANGOP

Segundo a directora, outros alunos abandonaram a escola devido às condições sociais da família ou por causas naturais, como a morte.

Noémia Canoquela, que falava no segundo Conselho Municipal Alargado de Direcção da Educação, informou que muitas adolescentes entre os 14 e 17 anos em estado de gestação são obrigadas, pelas direcções de escola, a ingressar no ensino nocturno para não influenciarem as outras raparigas, mas muitas acabam por desistir.

A directora orientou às direcções das escolas para trabalharem com as famílias e as raparigas, através de palestras sobre sexualidade, gravidez precoce, namoro e outros assuntos que afectam o município.

A delinquência juvenil, de acordo com a directora, também tem levado muitos alunos a abandonar a escola, muitos porque enveredam para este mundo e outros por medo, principalmente, no ensino nocturno.

Disse que muitas escolas tem servido de palco para rixas entre grupos rivais, outras são vandalizadas e professores e alunos são muitas vezes agredidos e desprovidos de bens por marginais.

Este mês, por exemplo, a escola do Ensino Especial, no Golfe, foi invadida por dois grupos de marginais que estavam em disputa e alunos ficaram feridos.

Informou que esta acção tem sido frequente na área da escola Angola e Cuba, na Sapu, no bairro Rastas e no Nova Vida, na zona dos três institutos médios.

Em função da insegurança nas escolas e desistência de alunos, disse que muitas escolas vão deixar de ter o ensino nocturno.

Pediu à Brigada de Segurança Escolar para reforçar o trabalho nestes locais ou se possível colocar esquadra móvel.

Noémia Canoquela deu a conhecer que existem também muitas crianças que abandonam a escola por causa das condições sociais dos pais ou encarregados de educação que obrigam as crianças, sobretudo, do sexo feminino, a faltar as aulas para cuidar de outras crianças e a situação se vai repetindo até levar a desistência.

Disse que esta situação verifica-se com maior predominância nos Distritos do Golfe, Sapu e Palanca.

Pediu aos directores escalares para trabalhar com as famílias sobre as questões que as afligem e encontrar alternativas.

O conselho visou analisar o Estado da Educação no município e o nível de aproveitamento escolar dos alunos no II trimestre, soluções para a melhoria do processo de ensino e aprendizagem e outros assuntos.

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