Governo quer apoio do sector empresarial

O ministro dos recursos Minerais e Petróleos, diamantino Azevedo, disse nesta Quinta-feira, em Luanda, que o Executivo entende contar com o apoio do sector empresarial nacional e externo para melhorar a economia nacional e a vida da população

Ao falar na cerimónia de apresentação técnica (roadshow) sobre o público internacional para a construção da Refinaria do Soyo, na província do Zaire, sublinhou ser importante esclarecer os empresários do sector sobre as acções desenvolvidas pelo Executivo no sector do petróleo e gás, para que sejam intervenientes activos e corrigir o que está mal. Diamantino Azevedo lembrou que, quando a actual direcção do ministério tomou posse, encontrou uma situação difícil no sector de petróleo e gás, derivada de vários factores.

“Por análise própria, mas também daqueles que intervêm nessa indústria que existiam problemas de liderança do sector, modelo de organização do sector e problemas de intervenção do Estado no sector”, referiu. Em função do quadro encontrado, disse que a nova gestão ministerial tomou medidas urgentes e agiu com perspicácia e celeridade, tendo em conta o declínio de produção que se vive no sector, motivado por questões geológicas e de manutenção por falta de investimentos no sector.

O Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos (Mirempt) lança a 24 deste mês, o concurso público internacional de investimento privado, para a construção de uma refinaria de petróleo no município do Soyo, província do Zaire.

O concurso internacional será realizado ao abrigo da Lei 9/16 de 16 de Junho, Lei dos Contratos Públicos e demais legislação aplicáveis. A apresentação técnica (roadshow) para o seu lançamento começou ontem, 10 de Outubro em Luanda, e a outra está marcada para dia 22, no Dubai. Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África Subsahriana, atrás da Nigéria, com uma produção de 1,4 milhões de barris/dia, mas importa 80 por cento de derivados de petróleo para fazer face às suas necessidades internas.

Para reduzir o défice e consequentemente as importações, no âmbito das reformas em curso no sector petrolífero, estão em cima da mesa os projectos de construção das refinarias do Lobito (Benguela), com capacidade para processar 200 mil barris/dia, e Cabinda, com capacidade de 60 mil barris/dia. O investimento projectado para a refinaria de Cabinda está avaliado em USD 2 dois mil milhões. As obras arrancam este ano e têm conclusão prevista para 2022.

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