“O livro Ensaboado & Enxaguado está repleto de erros”

A língua é um instrumento de comunicação e de identidade/ afi rmação cultural. Entretanto, ela obedece a um padrão normativo, no caso vertente, o gramatical. Por essa razão, está-se por publicar pela União Tolerância Linguística (UTL), o livro Enxaguando a língua ensaboada - Lições de gramática e linguística portuguesa(s), que tem à testa Littera-Lu, com quem conversamos. O interlocutor de OPAÍS refere que a obra é um corrector gramatical e sócio-linguístico do livro Ensaboado & Enxaguado - Língua Portuguesa & Etiqueta, de José Carlos de Almeida

Está prestes a lançar o livro “Enxaguando a língua ensaboada” que, além de trazer questões relativas à língua portuguesa, é uma réplica ao livro “Ensaboado & Enxaguado”, de José Carlos de Almeida?

Sim. Nós, União Tolerância Linguística (UTL), estamos prestes a lançar o livro “Enxaguando a língua ensaboada – Lições de gramática e linguística portuguesa(s)”. É um a obra que, além de servir como corrector gramatical e sóciolinguístico do livro “Ensaboado & Enxaguado – Língua Portuguesa & Etiqueta”, de José Carlos de Almeida, jurista, professor e autor angolano, surge como um instrumento defensor e promotor, embora não tenha uma gramática externalizada do Português Angolano, língua materna de muitos, aquele português falado por uma boa parte de angolanos, letrados ou não, em situações formais ou não. Surge, também, para demonstrar aos demais puristas e conservadores dos dogmas da velha tradição gramatical que, conforme refere Bagno, ‘’nada na língua é por acaso’’ e que ‘’o modo estranho de falar uma língua tem, do ponto de vista das ciências sociais, uma explicação’’ que não se prende única e exclusivamente ao correcto e ao errado.

Quais os pontos fortes do seu livro e o que aponta como pontos fracos do livro “Ensaboado & Enxaguado?

Além da questão sobre a variante angolana do português, aborda também assuntos atinentes ao preconceito linguístico e à forma como muitos, aqueles que não se enquadram no padrão linguístico estrangeiro e externo, são excluídos de certos convívios sociais por demonstrarem alguns ‘’falares’’ diferentes do habitual, fruto, nalguns casos, das interferências das línguas bantu locais e de algumas patologias da linguagem; apontando, por fi m, alguns promotores de tais acções desumanas.

Neste aspecto de multiplicidade de falares, o que trará de diferente o livro “Enxaguando a língua ensaboada”?

É um pequeno livro que faz uma mini-abordagem acerca daquilo que em Angola se fala e que é tido por muitos, lamentavelmente, como um crime, um lixo, sinónimo de desaculturação linguística, falta de boca, falta de escolaridade, falta de gramática, atentado, transgressões lexicais, semânticas, morfo- sintácticas, desrespeito, delinquência linguística, etc., explicando, fi nalmente, alguns fenómenos linguísticos mais recorrentes em Angola.

Notam-se muitos desses “fenómenos”?

Precisamos, e é urgente, de uma variante local padronizada, de uma variante nossa, que não discrimina o que por aqui se fala. Embora muitos apelos se tenham lançado e que o nosso Estado, todo doentio, ainda esteja a marcar passos de tartaruga (só para não dizer que está parado) a fim de perceber, digamos, que há uma necessidade enorme de olharmos para o nosso país linguisticamente. Há, ainda, uma outra necessidade: afugentarmos, de uma vez por todas (permitamnos), este fantasma colonial linguístico. Talvez não haja isso, até agora, porque o nosso “Nguerno” (é assim que muitos ovimbundu, um grupo etnolinguístico de Angola, pronunciam o nome Governo) ainda acha tal língua, essa que o poder político obriga-nos a aprender na escola, uma língua “civilizadora’’, “emancipadora’’, etc.

Sei que havia solicitado uma coautoria no livro “Ensaboado & Enxaguado”.Como não foi permitida essa participação, moveu-se “contra” a obra em causa? Foi essa a razão principal para publicação do seu livro?

Nunca, em tempo algum, solicitei ou pedi co-autoria a José Carlos de Almeida aquando da elaboração do livro Ensaboado & Enxaguado. Não é isso que levou a União Tolerância Linguística (UTL) a escrever o Enxaguando a língua ensaboada – Lições de gramática e linguística portuguesa(s).

Qual foi de facto a razão?

A razão principal da publicação do nosso livro é que, após algumas análises feitas ao Ensaboado, verifi camos que o livro apresenta, dentre inúmeros problemas presentes, alguns empregos incorrectos de sinais marcadores de entoação, o caso particular da vírgula e do ponto (simples ou final). A vírgula não se usa, num aviso tradicional, entre o sujeito (aqui falamos de sujeitos simples e composto, e não oracional) e predicado; predicado e todos os seus complementos (directo ou indirecto, predicativos, e por aí fora).

O autor, confundindo erro gramatical com o de português (que para as ciências da linguagem não existe), acaba também por nos apresentar os erros (aqui já de carácter específico) de base(s) cometidos por ele e que não se poderia, qualquer que seja o livro, constar em várias páginas. Quando algo já se repete constantemente, não é questão de falha: é, pois, de noção. O sujeito não aparece isolado do verbo uma só vez;o autor não começa o texto uma só vez com inicial minúscula; não começa, após um ponto, uma só vez um período com inicial minúscula: são aspectos agramaticais muito bem repetidos de forma inexacta ao longo daquele livro.

Como assim?

O Ensaboado & Enxaguado não tem o mais remoto critério de organização (para além de não obedecer a critérios básicos de investigação científi ca): os supostos “erros” são encadeados caoticamente, um após o outro, sem nenhuma distribuição baseada em tipos de “erros” (ortográfi cos, fonéticos, sintácticos, morfológicos). O título do livro não está ligado ao conteúdo seleccionado pelo autor, o item desenvolvido não está relacionado com o título expresso na capa, o que não faz alusão àquilo que se chama relação entre o título e o tema. A imagem da capa não transmite nenhuma mensagem ligada ao tema. O autor desviou o princípio da relação entre o título e o tema, exigidos nos textos não literários.

Há tantos erros assim no livro Ensaboado & Enxaguado?

José Carlos de Almeida ensina coisas perfeitamente úteis, mas cometendo erros de base, erros que somente um curioso da língua, amador, desconhecedor, simplesmente comete/cometeria, nomeadamente: o uso inadequado da vírgula, a separação do sujeito e do predicado por vírgula, a separação do verbo do seu complemento, erros de transcrição fonética, a ausência de bibliografi a, embora se recomende fazer referência bibliográfi ca ou bibliografi a, quando se recorre a outros livros que servem de consulta para a materialização de um texto não literário. Há, ainda, erros no uso de inicial minúscula, erros de acentuação e de ortografi a, etc.

E há mais?

A transcrição fonética apresentada no livro não segue os símbolos da AFI (Alfabético Fonético Internacional), nem segue as normas de transcrição fonética. Logo, há também desvio, na obra em causa, em matéria de fonética, e o que se encontra nele não é uma transcrição fonética.

O Carlos Alberto, professor de Fonética e Fonologia, que lhe conte! Está a afimar que não há qualquer rigor científico no livro em causa?

Se o autor do livro Ensaboado & Enxaguado fisse o trabalho de casa, coisa que só um bom estudioso das ciências da linguagem ou um bom linguista e com formação faria, não estaríamos aqui a bater sempre na mesma tecla. Ao que nos parece, ele até nem sabe a razão por que esse “número considerável de falantes’’, em solo angolano, opta por um uso diferente do Português Europeu. A resposta é muito simples: porque essas regras não atendem às necessidades expressivas e comunicativas dos falantes de Angola, ou seja, elas não dão conta das exigências orais dos falantes e principalmente porque essas regras não fazem parte do seu sistema morfológico, pragmático, sintáctico, fonético e semântico.

É uma norma linguística fora de uso, estranha, estrangeira e distante da realidade angolana. O que quer com isso dizer?

A desinformação de José Carlos de Almeida acerca das noções básicas de linguística, sobretudo da nossa realidade sócio-linguística, levam- no a meter sempre os pés pelas mãos. O que escreve e/ou ensina a respeito da língua carece de fundamentação científi ca. Ele condena formas de falar que já estão há muito consagrados na norma culta real da língua (e não na fi ctícia, que só ele conhece), abolindo construções linguísticas que são perfeitamente aceitáveis, resultantes das inevitáveis transformações por que a língua passa.

Até ao momento só estão descritos pontos fracos deste livro. Não há pontos fortes?

Não descreve os factos da língua nem se esforça em justifi car, com explicações razoáveis, a preferência por esta ou aquela forma de uso da língua e, após decretar o que é “certo” ou “errado”, diz “é lixo”, “não é português”, “não se diz”, “quem diz assim está a ser procurado”. Não é, em meu entender, o que chama de pontos fortes.

Não considera correcto esse tipo de abordagem?

Para fala, é uma questão de tolerância. Ou seja, devemos aceitar todos aqueles que falam diferente de nós. O que se deve fazer, atendendo a isso, não é tratarmos a realização linguística como “lixo” ou “péssimo português”. Não é ético e nem pedagógico, quanto à língua, estar a fazer juízos de valor. Como professor, se é que [José Carlos de Almeida] tenha passado numa das Escolas, média ou superior, de Formação de Professores, sabe que é grave.

Afinal, como se sentiria se alguém tratasse o que você fala como “lixo“ ou péssimo português” e que “deveria pô-lo no lixo”?

Num olhar mais democrático, devemos deixar que os falantes, em contexto informal, digam isso, pois até já têm utilizado. Portanto, deve-se simplesmente fazer questão de os aconselhar para que, enquanto estiverem a escrever ou então em contextos formais, não utilizem tal variante. Na língua tudo é uma questão de contexto. O que no contexto A não serve, no contexto B pode servir, vice-versa.

O livro Ensaboado & Enxaguado não traz exclusivamente questões relacionadas apenas com a Língua Portuguesa?

Pois. Gostámos mais de José Carlos quando se pronuncia em matéria de etiqueta, por denotar mais proficiência nestes domínios do que no domínio da linguagem. Embora nós louvemos a iniciativa e o esforço que José Carlos de Almeida empreende em escrever obras sobre a gramática e sobre a etiqueta, era bom que se colocasse na posição de estudioso da língua e não, ainda, na de professor emérito (porque isso ele não é ainda).

Como caracteriza então o livro Ensaboa & Enxaguado?

O livro Ensaboado & Enxaguado está repleto de erros — erros de descrição dos fenómenos linguísticos e, sobretudo, erros de conduta: preconceituosa e nada ética. Podemos dizer, portanto, usando as palavras do próprio José Carlos de Almeida (p.63), que se trata de “autêntico lixo linguístico”.

Qual é a previsão para o lançamento do seu livro de réplica, se assim posso chamar?

Infelizmente, sem que algum empresário corresponda minimamente à relevância do nosso livro, se o publicamos ou não, só lhe posso dizer que não, nas presentes condições. Está a falar em apoios para que o livro seja publicado? Tentámos contactar vários mecenas possíveis (desde entidades públicas e privadas), mas todas as respostas foram negativas. No seguimento de várias respostas negativas nesse sentido, tivemos a iniciativa de levar a cabo uma campanha de recolha de fundos de modo a permitir a edição e publicação deste livro [escrito há mais de quatro anos], um instrumento defensor e promotor, embora não tenha uma gramática externalizada, do Português Angolano, língua materna de muitos.

Quais foram os êxitos desta campanha?

A publicação do nosso livro Enxaguando a língua ensaboada – Lições de gramática e linguística portuguesa(s) muito ficou a depender do êxito desta campanha, por cuja adesão deixamos ficar o nosso mais profundo agradecimento, mas sem sucesso. Os jornais e as televisões têm sido alvo de avaliação, sobretudo nas redes sociais.

Quais são as grandes debilidades que detecta?

Detectamos, nos jornais e nas legendas de emissoras, grandes debilidades no que diz respeito à ortografia e sintaxe. Infelizmente, e porque isto contribui de forma negativa para a manutenção de um péssimo trabalho de comunicação, a maior parte dos jornalistas angolanos não tem o domínio da língua portuguesa, tudo porque ou teve mau professor ou foi péssimo aluno na língua portuguesa. Assim como é importante a revisão do conteúdo jornalístico, assim também o é o conhecimento da língua portuguesa, pois para transmitir a notícia o jornalista tem de fazer uso da língua. Algumas emissoras e jornais julgam (e perdoemlhes se estão a ser ignorantes ou distraídas) escrever suficientemente bem e acham dispensável a contratação de pessoas especializadas para auxiliar na elaboração de textos.

Refere-se à figura do revisor, tal como vem escrevendo o professor Carlos Alberto, nas redes sociais, no seu “Refrescamento de português ao Domingo?

Os jornais, principalmente, por serem uma peça de produção e consumo rápidos, acabam por vir cheios de erros de português. Entretanto, em jornais diários, como, por exemplo, o Jornal de Angola e OPAÍS, em que por vezes há notícias a chegar à redacção em cima do fecho, os erros de ortografia e sintaxe podem justificar-se, ser tolerados, mas num semanário como, Novo Jornal, Hora H e outros, que é feito com tempo, não – é forçoso que um revisor assegure a revisão. Errar é normal, o anormal é quando não se muda de postura, e é isso que de facto ocorre nalguns jornais e emissoras.

Qual é o entendimento que se pode ter em relação à língua materna de cada angolano versus língua oficial?

Língua materna versus língua oficial, como bem sabemos, o nosso país é um conjunto de nações, mas nenhuma língua dessas nações foi eleita como “oficial” ou de “ensino”. Optou-se, todavia, por se escolher a língua de outra nação, de outro povo, tendo-a somente como oficial e de ensino. Em relação a isso, o nosso Estado privilegiou o protótipo de política linguística exoglótica, que tem a ver com a oficialização de uma língua estrangeira, em detrimento de outros protótipos. Este tipo de política linguística, dizem os estudiosos, é o mais pobre entre os paupérrimos que existem, tratando-se de países multiculturais e plurilingues. Tem as suas vantagens e, devemos admitir, talvez por se afirmar melhor na comunidade internacional, permitindo assim um maior desenvolvimento do país. As suas desvantagens, no entanto, são assustadoras, pois a exterminação da cultura, da língua, da história e da tradição de um povo é uma delas. Tal facto deixaria, contudo, o país “nú”, sem identidade, à beira da sua morte cultural, histórica, linguística e étnica. O nosso país é multicultural e como tal temos vários falares.

Qual é a opinião que tem a esse respeito?

Etnolinguisticamente, Angola é um país de muitas nações, línguas, povos e culturas. Havendo todas estas multiculturalidades e multilinguismos, já que também o português nos foi imposto desumanamente através de um processo de escravatura que durou cerca de V séculos, acabamos por ter também – e com razões suficientes – estes dois elementos presentes no «modus falandi» dos angolanos, sobretudo naqueles que têm algumas línguas africanas de Angola como L1 (língua materna, de contacto), terminando por se registar um português adaptado e moldado, como dizem Gomes e Cavacas (2005), de acordo com as relações sócio-linguísticas da terra na qual essa língua foi imposta. Com efeito, falar-se-á de tudo um pouco, menos tal como se fala ou se falava exactamente na terra de origem, e é isso que ocorre de facto no português falado em Angola em comparação com a norma padrão eleita politicamente.

Não é possível que o falar angolano seja igual ao falar da variantepadrão do Português Europeu (PE) que se usa em Angola?

Geograficamente, Angola e Portugal aparecem isolados como se fossem ilhas. Dito de outro modo, são países que não são vizinhos, estão separados por uma extensão territorial assaz grande. Por haver isso, países com diferentes aspectos – como os já referenciados – não podem – e de jeito algum! – partilhar o mesmo «modus falandi». A título de exemplo, olhemos agora para os “ingleses” da América, África do Sul, Inglaterra e, por último, da Nigéria. que, apesar de todos esses países falarem a língua inglesa, cada um apresenta, a nível gramatical, especificidades próprias, o que faz eles serem totalmente diferentes no que à pragmática oral do inglês diz respeito.

Indo para a questão da fala propriamente dita…

Voltando, uma língua jamais será falada de igual modo dentro do mesmo território, sobretudo aquelas línguas que se deslocaram de um ponto para o outro, pois não existem línguas e sociedades homogéneas e imutáveis

. A língua é acima de tudo um elemento cultural…

Tal como é a cultura, a língua também muda e varia de região a região, procurando novas formas de comunicação. Variando e mudando, embora seja uma só, ela será falada de determinadas formas, mas nunca perderá um dos seus objectivos, o da interacção verbal entre os seus falantes. O caso prático disso é, na verdade, a língua portuguesa que, embora tenha uma só denominação, é falada de diversas e distintas formas, o que não implica que essas diferentes e variáveis formas de falar constituam «erro». Muito pelo contrário, constituem, sim, uma riqueza linguística para a própria língua.

Fonética e fonologia são ciências da língua que explicam os fenómenos dos sons. O que é mais importante falar ou escrever correctamente, tendo em conta a multiplicidade de falares?

Para Calossa (2016:28), “A fala e a escrita são duas modalidades pertencentes ao mesmo sistema linguístico […]. Há, entre elas, diferenças estruturais, porque diferem nos seus modos de aquisição, nas suas condições de produção, transmissão, recepção, uso e nos meios pelos quais os elementos estruturais são organizados”. Macai (1987:31) apud Calossa (idem), a respeito da escrita e da fala, adianta ainda que “se é verdade que ninguém fala tal qual escreve, nem ninguém escreve tal qual fala, é também verdade que ninguém pode escapar-se da fala quando escreve”.

Que enquadramento se pode fazer destes dois pensamentos?

Temos de nos conscientizar de que ninguém, ao escrever, acaba por escapar-se a 100% da fala, dado que a adquirimos primeiro, de forma natural e sem imposição; todavia, a escrita é algo que nos foi imposto, fruto de tratados, convenções, acordos políticos, que só secundariamente aprendemos, daí a razão por que, por vezes confundindo fala e escrita, acabamos por carregar o que falamos para a escrita, pensando que a escrita e a fala sejam as mesmíssimas coisas. Estrela et Al (2014) ensinam-nos que os códigos da oralidade e da escrita diferem, o que torna o primeiro mais liberal e o segundo mais rigoroso. Ou seja, não existe uma única norma para falar, visto que ela é individual, mas existem tratados unânimes e exigentes quanto à escrita, daí a razão de o seu uso ser mais exigente e que se obrigue um respeito ao padrão na hora de escrever.

Pode eventualmente haver admissão no “atropelo” à fala e não na escrita?

É nossa intenção dizer que, se as regras da fala e da escrita não são as mesmas, o mais democrático seria se tolerássemos a fala, dizendo que se pode falar assim, mas que, quanto à escrita, devemos todos colocá-lo na posição pós-verbal, e não olharmos para isso como se fosse um atentado terrorista à língua, uma vez que a fala é natural e espontânea ao individuo.

 

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