Travar o vento com as mãos

O 1º de Agosto, um clube com dimensão nacional e internacional, arrastou o seu nome na lama esta semana. O presidente do clube fundado em 1977, Carlos Hendrick, mostrou que está distante de algumas técnicas de resolução de “confl itos”. A gestão é hoje uma ciência transversal e deve ser levada em consideração nas organizações desportivas. Em relação ao caso do atleta do 1º de Agosto e da Selecção Nacional de futebol em sub-17 Capita, o presidente daquela formação tentou travar o vento com as mãos. É ponto assente que o atleta , por causa do seu passe, tem um litígio com a direcção do clube militar, por isso, foi impedido pela direcção de viajar com a Selecção Nacional para o Brasil, palco do Mundial da categoria que começa no dia 26 do corrente mês. Carlos Hendrick, enquanto dirigente desportivo, devia perceber que os interesses da pátria são superiores aos do 1º de Agosto. Aliás, a lógica mostra que os clubes formam os atletas e, estes, por sua vez, representam o país na selecção. Por causa disto, a FIFA, a CAF e a UEFA obrigam os clubes a ceder os atletas aos respectivos países para os jogos ofi ciais. Perante este cenário, Carlos Hendrick não foi “diplomata”, pois proferiu palavras que comprometem o perfi l psicológico do atleta. Alegou também que o atleta não joga há mais de dois meses. Num passado recente houve jogadores na equipa de honras que não tinham clube, mas jogaram. Carlos Hendrick esqueceu-se do provérbio popular que diz “roupa suja lava- se em casa”, portanto, não teve sucesso em travar o vento com as mãos…

* Jornalista

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